Uma vitória tranquila do leão no dia em que Mané voltou a jogar futebol

O Sporting recebeu e venceu o Marítimo em Alvalade, por 2-0, em jogo da oitava jornada da I Liga. Bruno Fernandes (penálti) e Montero marcaram os golos leoninos este sábado. Nani ficou de fora do lote de convocados por opção de Peseiro, que assim regressou aos triunfos após derrota em Braga

Carlos Mané jogou apenas um minuto e deu dois ou três toques na bola, mas foi o mais aplaudido na noite em que o Sporting regressou a Alvalade e às vitórias, frente ao Marítimo (2-0), após a derrota em Braga na jornada passada. O extremo voltou este sábado aos relvados, após 15 meses de longa espera e sofrimentos devido a lesões. E Bruno Fernandes fez questão de destacar isso chamando-o para lhe oferecer o prémio de melhor em campo. Um gesto bonito do (novo) capitão de equipa para Nani ver de camarote.

Nani ficou de foras dos eleitos, depois de ter mostrado desagrado com a substituição em Braga. Um ato de indisciplina que Peseiro castigou com um jogo na bancada depois de um raspanete público, e que deu assim lugar à titularidade de Jovane Cabral. O luso-cabo-verdiano foi um das duas alterações do treinador leonino no onze inicial, face ao encontro da jornada passada. A outra foi Petrovic no lugar de Battaglia.

O Sporting entrou a todo o gás e desde o primeiro minuto encostou os insulares bem lá atrás, tendo chegado ao golo logo aos 12 minuto. O lance começou num passe espetacular de Jovane a desmarcar Raphinha, que foi travado já na área pelo guarda-redes Amir Abedzadeh. Na marca dos 11 metros o capitão Bruno Fernandes não tremeu e fez o 1-0.

Um golo de bola parada (penálti) que fez os leões mudar a forma de jogar. Consciente ou não, o médio Petrovic subiu no terreno, o que se traduziu numa melhor ocupação dos espaços no meio campo e maior liberdade nas transições para o ataque dos centrais Coates e André Pinto.

O Marítimo tentava, mas a verdade é que não conseguiu incomodar Salin. Teve uma oportunidade de golo na primeira parte (45'+1'), por Danny, quase em cima da linha de golo foi surpreendido por Acuña e não conseguiu bater o guarda-redes leonino. E aos 35 minutos, Montero, que tinha marcado pela última vez com a camisola do Sporting na final da Taça de Portugal diante do Desportivo das Aves (derrota, por 2-1), ampliou a contagem (2-0), na sequência de um livre de Raphinha.

Assobios para jogo feio, aplausos para Mané

O Marítimo ainda veio com algum atrevimento dos balneários, e teve duas oportunidades de levar perigo à baliza de Salin - remates perigosos de Rodrigo Pinho e Correa (53' e 55') -, mas nada mais. Na generalidade a segunda parte foi mal jogada, pobre e monótona, com o Sporting demasiado racional e controlador para dar espetáculo (provavelmente já a pensar no jogo de quinta-feira frente aos Vorskla, na Ucrânia, a contar para a segunda jornada do grupo E da Liga Europa).

O jogo acabou com assobios pelo fraco espetáculo até que as bancadas de animaram com Mané e a possibilidade de ele se estrear. O que acabaria por acontecer aos 90'+1'.

O Sporting regressou assim às vitórias na I Liga e segue a dois pontos do novo líder, o FC Porto, e a um do Benfica. Foi o 28.º jogo sem perder em Alvalade, um novo recorde de invencibilidade em Alvalade [23 vitórias e 5 empates] , 35 anos depois!

FICHA DE JOGO

Jogo no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

Marcadores: 1-0, Bruno Fernandes, 12 minutos (grande penalidade); 2-0, Montero, 35'.

EQUIPAS

Sporting: Salin, Ristovski, Coates, André Pinto, Acuña, Petrovic, Gudelj, Bruno Fernandes, Raphinha (Carlos Mané, 90'+1'), Jovane Cabral (Misic, 77') e Montero (Diaby, 87').

Treinador: José Peseiro.

Marítimo: Abedzadeh, Bebeto, Marcão, Zainadine, China, Fabrício, Jean Cléber, Correa, Barrera (Joel Tagueu, 77'), Danny (Edgar Costa, 66') e Rodrigo Pinho.

Treinador: Cláudio Braga.

Árbitro: Nuno Almeida (AF Algarve).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Zainadine (5'), Abedzadeh (11'), Gudelj (16'), André Pinto (32'), Bebeto (71').

FIGURA

BRUNO FERNANDES. O médio voltou à boas exibições e não desiludiu os adeptos no jogo em que ostentou a braçadeira de capitão, na ausência de Nani. Organizou e criou desequilíbrios com a cumplicidade de Raphinha e Montero. Aos 11 minutos foi chamado a marcar um penálti e adiantou a equipa no jogo. Por fim, quando coroado com o prémio de melhor em campo, chamou Mané e ofereceu-lhe. Um gesto de capitão que Alvalade aplaudiu e serviu de exemplo e aviso a Nani, que ficou de fora por opção de Peseiro.

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