Sérgio Conceição: "Somos a equipa a abater"

Treinador do FC Porto lembra que o facto de a equipa partir como campeã nacional aumenta a ambição e a responsabilidade

Sérgio Conceição falou esta segunda-feira ao Porto Canal sobre as expectativas para a nova temporada, precisamente no dia em que arrancaram os trabalhos da nova temporada. Os objetivos passam por revalidar o título de campeão e fazer melhor nas outras competições em que a equipa entrar.

"Nunca é tudo igual, há sempre situações diferentes, mas faz parte do nosso trabalho. Um ou outro jogador diferente também. Estamos preparados para uma época difícil, onde somos a equipa a abater, até porque ganhámos o campeonato. Fizemos uma época excelente, podemos fazer melhor nas outras competições e esse é também um dos objetivos para este ano. Vamos trabalhar como temos feito até aqui, desde que entrei no primeiro dia. Se possível melhorar, é o que queremos", referiu o técnico portista.

Sobre o regresso e o primeiro dia de trabalho. "Correu bem, dentro do esperado e do que foi o nosso primeiro dia do ano passado. Há um sentimento de grande ambição, grande responsabilidade por partimos como campeões nacionais. Isso traz essa mesma responsabilidade, independentemente de sabermos que estar no FC Porto é ter de lutar por todas as competições", acrescentou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Catarina Carvalho

Assunto poucochinho ou talvez não

Nos rankings das escolas que publicamos hoje há um número que chama especialmente a atenção: as raparigas são melhores do que os rapazes em 13 das 16 disciplinas avaliadas. Ou seja, não há nenhum problema com as raparigas. O que é um alívio - porque a avaliar pelo percurso de vida das mulheres portuguesas, poder-se-ia pensar que sim, elas têm um problema. Apenas 7% atingem lugares de topo, executivos. Apenas 12% estão em conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa - o número cresce para uns míseros 14% em empresas do PSI20. Apenas 7,5% das presidências de câmara são mulheres.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

Quando não podemos usar o argumento das trincheiras

A discussão pública das questões fraturantes (uso a expressão por comodidade; noutra oportunidade explicarei porque me parece equívoca) tende não só a ser apresentada como uma questão de progresso, como se de um lado estivesse o futuro e do outro o passado, mas também como uma questão de civilização, de ética, como se de um lado estivesse a razão e do outro a degenerescência, de tal forma que elas são analisadas quase em pacote, como se fosse inevitável ser a favor ou contra todas de uma vez. Nesse sentido, na discussão pública, elas aparecem como questões de fácil tomada de posição, por mais complexo que seja o assunto: em questões éticas, civilizacionais, quem pode ter dúvidas? Os termos dessa discussão vão ao ponto de se fazer juízos de valor sobre quem está do outro lado, ou sobre as pessoas com quem nos damos: como pode alguém dar-se com pessoas que não defendem aquilo, ou que estão contra isto? Isto vale para os dois lados e eu sou testemunha delas em várias ocasiões.