Serena Williams reprova as declarações do treinador

Tenista norte-americana diz que não percebe por que é que o técnico admitiu ter dado sinais para dentro do court na polémica final do US Open

Serena Williams voltou a falar do incidente com o árbitro português Carlos Ramos na final do último Grand Slam do ano, para desmentir as declarações do seu próprio treinador, que admitira ter dado instruções desde a bancada - o que motivou a primeira de três penalizações do juiz luso à tenista norte-americana.

"Não percebo a que é que ele se referiu", disse Serena, em entrevista a uma televisão australiana. "Já o questionei sobre isso: 'De que é que estás a falar? Nós não temos quaisquer sinais. Nunca tivemos.'", contou a antiga n.º1 mundial e vencedora de 23 títulos do Grand Slam (procurava o 24.º, em Nova Iorque, mas perdeu essa final frente à japonesa Naomi Osaka.)

"Ele referiu que fez um gesto e eu questionei-o sobre isso: 'Fizeste um gesto e agora toda a gente diz que me estavas a dar instruções. Porque foste dizer isso?'", continuou Serena, que garantiu mais uma vez que não viu sinal nenhum. "Penso que ele ficou confuso", acrescentou a tenista, que diz "estar a tentar ultrapassar isso e seguir em frente".

Serena recebeu um aviso de Carlos Ramos por "coaching", o que espoletou depois a fúria da norte-americana, que destruiu a raquete e chamou mentiroso e ladrão a Carlos Ramos, atitudes que lhe valeram outras duas penalizações posteriores e uma multa de cerca de 14 mil euros.

Questionada na tv australiana sobre se estava arrependida de ter destruído a raquete no court, Serena não respondeu.

Ler mais

Exclusivos

Premium

adoção

Técnicos e juízes receiam ataques pelas suas decisões

É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.