Scolari anuncia que tem proposta para ser selecionador da Colômbia

Felipão está a analisar a proposta, mas admite permanecer no Palmeiras, clube que conduziu ao título de campeão brasileiro

Luiz Felipe Scolari revelou esta segunda-feira ao jornal Globo Esportes que tem em mãos um convite para ser o próximo selecionador da Colômbia. "Tenho um convite, sim, mas é um assunto que vou pensar com muita clareza, agora que acabou o campeonato", revelou numa cerimónia de atribuição de prémios do Brasileirão.

Felipão sagrou-se campeão brasileiro este ano ao serviço do Palmeiras, depois de ter sido contratado pelo clube paulista a meio do campeonato brasileiro. Agora, poderá voltar a emigrar depois de mais um título no seu país. "Nos últimos 20/25 anos devo ter passado 80% do tempo fora do Brasil. Tenho de pensar na minha família e na família palmeirense", assumiu.

"A forma como fui tratado e como fui recebido, a identificação que existe entre mim e os palmeirenses... Tenho de pensar. Muitas vezes estar estar num lugar onde sou muito bem recebido vale mais do que outros valores ou outras situações", acrescentou.

A federação colombiana está numa fase transitória desde que José Pekerman ter pedido a demissão de selecionador em setembro. Vários nomes foram já equacionados, sendo que um deles até foi o português Carlos Quueiroz, atual treinador da seleção do Irão. Arturo Reyes, de 49 anos, tem orientado os cafeteros nos jogos particulares que tem realizado.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?