Os jogadores em fim de contrato no FC Porto, Benfica e Sporting

Futebolistas como Casillas, Maxi, Brahimi e Herrera (FC Porto); Salvio e Jonas (Benfica) ou Salin e Castaignos (Sporting) são livres para assinar por quem quiserem em janeiro (Montero só no final da época)... se até lá não chegarem a acordo com os respetivos clubes

Ficam ou saem? Todos os anos há jogadores que esperam pela renovação ou um contrato num novo destino. E esta época não é exceção. Mas há casos complicados de resolver como os de Brahimi e Herrera no FC Porto, Salvio no Benfica e Montero no Sporting.

No Dragão são sete os jogadores em final de contrato e que se podem comprometer com outro clube já em janeiro, caso o FC Porto não queira ou não consiga renovar os contratos que terminam em junho de 2019. Na Luz, jogadores como Salvio, Samaris e Jonas estão na mesma situação, tal como Montero, Castaignos e Salin em Alvalade.

O caso do campeão nacional é paradigmático. Depois de na temporada transata ter deixado escapar Iván Marcano (Roma) e Diego Reyes (Fenerbahçe) a custo zero, o FC Porto arrisca passar pelo mesmo cenário em 2019. Desta feita com Héctor Herrera e Yacine Brahimi, dois dos melhores jogadores da equipa e com mercado. Mas não só. Há futebolistas, como os veteranos Casillas e Maxi e os pouco utilizados Hernâni e Fabiano, que podem dizer adeus ao Dragão no final da atual temporada. Tal como Adrián Lopez, um problema a chegar ao fim.

Na Luz, tal como no Dragão, há um capitão em final de contrato: Salvio, um extremo que deixará muitas saudades se sair. Os outros casos são o médio grego Samaris e Jonas, um ídolo das bancadas que a idade e os problemas físicos podem levar ao adeus aos relvados.

Já em Alvalade, nem todos os jogadores em final de contrato são intocáveis, casos de Montero, Salin e Castaignos.

FC PORTO

Herrera, um capitão à beira da saída

Há dias, numa entrevista ao jornal O Jogo, Hector Herrera, capitão do FC Porto, encheu o peito para dar uma lição de portismo: "Um portista só baixa a cabeça para beijar o símbolo da camisola." Uma declaração para as bancadas numa altura em que se fala que sairá do Dragão a custo zero se não renovar.

Mas renovar com o mexicano sai caro ao clube. Pinto da Costa, talvez na tentativa de antecipar perguntas sobre a saída do capitão, revelou esta semana o que o mexicano quer para se manter de dragão ao peito :"No caso do Herrera, só temos uma parte do passe. Mas, se pagássemos o que ele queria para a renovação, que eram seis milhões de euros, éramos nós que tínhamos de pagar tudo."

Ao contrário do que acontecia noutros tempos para os lados da Invicta, desta vez Herrera não foi afastado por estar em final de contrato e não renovar. O atual capitão de equipa chegou em 2013 e termina contrato com o FC Porto no final da presente temporada.

A não renovação é um problema para os azuis e brancos, visto que ainda no verão passado o clube terá recusado uma proposta de 20 milhões de euros pelo passe do internacional mexicano e agora pode vê-lo sair a custo zero. Fulham, Lyon, Roma, Tottenham, Arsenal e Inter são alguns dos interessados, mas a lista promete subir se o médio ficar livre em janeiro.

Brahimi, o génio argelino difícil de resolver

Os dragões têm menos de três meses para convencer Brahimi a assinar um novo contrato, caso contrário o extremo argelino será livre a partir de junho do próximo ano. Em qualquer dos casos, a Doyen Sports terá de receber 6,5 milhões de euros.

A vontade do FC Porto é mantê-lo, mas tal não sairá barato. Depois de contratarem o jogador ao Granada, em 2014, por 6,5 milhões de euros, os dragões venderam, de seguida, 80% dos direitos económicos do atleta africano à Doyen Sports, por cinco milhões de euros. Um ano depois, avançaram com 3,8 milhões de euros para recuperar 30% do passe do médio, mas uma das cláusulas inicialmente acordadas manteve-se inalterada. Ou seja, em qualquer cenário, a Doyen terá de receber 6,5 milhões de euros.

O médio argelino é preponderante na equipa de Sérgio Conceição e perdê-lo será uma dor de cabeça. A opção mais viável neste caso é os campeões nacionais negociarem Brahimi no mercado de inverno (janeiro).

Casillas, adeus de um Dragão de Ouro?

Iker Casillas já vai na quarta época de dragão ao peito. No verão passado, o guarda-redes espanhol renovou o contrato que o liga aos dragões por mais uma temporada e pode dizer adeus à baliza portista em junho, com 37 anos.

O espanhol já fez juras de amor ao clube e à cidade Invicta, e ainda este mês foi galardoado com o Dragão de Ouro, a distinção máxima do clube azul e branco. Por isso a saída ou continuidade será sempre tranquila e de comum acordo. E nada garante que não receba mais um convite de um ano para ficar... se a titular ou não, essa é outra conversa.

Maxi, o adeus de um guerreiro uruguaio

O uruguaio foi "roubado" ao Benfica em 2015, tornando-se uma referência na defesa portista desde então. Maxi renovou contrato por um ano no verão e vai manter-se no clube até junho, mas depois a saída parece certa, visto já ter 34 anos.

Adrián Lopez, a saída anunciada

O destino do avançado espanhol está traçado. "Este ano Adrián vai ficar no plantel do FC Porto. É o último ano de contrato e vai continuar", disse José Luis López, pai do avançado do FC Porto no início da época ao site Maisfutebol, antevendo o adeus do filho a uma casa onde não foi feliz.

No Dragão desde 2014, o avançado nunca se conseguiu impor e andou de empréstimo em empréstimo até este ano. Adrián é uma das compras mais caras de sempre do clube (11 milhões de euros por 60% do passe) e tem agora uma nova oportunidade para não sair pela porta pequena.

Hernâni, um extremo útil que não convence

Contratado ao Vitória de Guimarães em 2014/15, o extremo já esteve várias vezes na porta de saída, mas acabou sempre por ficar ou ser cedido. Esta época manteve-se no Dragão por desejo de Sérgio Conceição. O jogador já provou que pode ser útil, independentemente de ser mais ou menos utilizado, mas daí a receber uma oferta de renovação de contrato vai uma longa distância. A saída, como jogador livre, parecer ser a melhor solução para ambas as partes.

Fabiano, um dos quatro guarda-redes

No Dragão desde 2012, o guarda-redes Fabiano não agarrou a baliza com a saída de Helton e foi emprestado ao Fenerbaçhe. Voltou esta temporada e está às ordens de Sérgio Conceição, mas a continuidade é uma incógnita. Tem a concorrência de Vaná e Diogo Costa, na sucessão a Casillas.

BENFICA

Salvio, um capitão sem proposta para ficar

O tempo vai passando e Salvio aproxima-se mais da saída do que da renovação. Cobiçado por clubes espanhóis, italianos e ingleses, o internacional argentino em janeiro já pode assinar por outro emblema sem dar satisfações a ninguém. Nem ao Benfica, clube que representa desde 2012 (teve antes uma passagem de um ano pelo emblema da Luz).

Com 28 anos, o médio ainda espera uma oferta para continuar na Luz - de acordo com a imprensa desportiva, pretende um salário de três milhões de euros/época. As recentes renovações do defesa-central Jardel (até 2021) e do extremo Franco Cervi, mostram as prioridades do clube da Luz e provam o pouco interesse em renovar com um dos capitães de equipa. Aliás, o seu empresário disse recentemente que "quando não há negociações é difícil estarmos perto de chegar a acordo"

O internacional argentino tem estado a um nível alto esta época e sido chamado à sua seleção. Mas deve esperar por janeiro, altura em que está livre para falar com outros clubes, para decidir o futuro

Jonas, um ídolo perto de pendurar as chuteiras

No Benfica desde 2016, o avançado tornou-se a grande referência da equipa do Benfica nas últimas épocas- são 122 golos em 154 jogos.

Jonas esteve com um pé fora do Benfica para rumar à Arábia Saudita já esta temporada, mas acabou por renovar por um ano, até junho de 2019. A mais-valia desportiva e o estatuto de melhor marcador da I Liga pressionaram o clube a manter o avançado de 34 anos.

Desde que renovou, Jonas passou a ser o jogador com o maior salário do plantel benfiquista. Tem estado lesionado e as indicações físicas denunciam um possível adeus aos relvados e à alta competição para breve.

Samaris, um todo o terreno que não convence

Contratado em 2014/15 ao Olympiacos, Samaris acaba o seu vínculo com as águias no final desta época. Segundo o DN noticiou, o jogador grego recusou a renovação do contrato, por mais de uma vez, mas está agora aberto a novas negociações.

Apesar da vontade em jogar mais - está tapado por Fejsa e até Alfa Semedo -, Samaris recusou o convite de Jorge Jesus para jogar um ano no Al-Hilal para se manter em Lisboa e no Benfica. E se antes pensava ficar com o passe na mão para escolher o seu próximo destino, agora está aberto à ideia de permanecer na Luz.

SPORTING

Montero, um adeus anunciado?

Por motivos extra-futebol, o colombiano dos leões anunciou o adeus a Alvalade no final da época. E apesar de agora admitir ficar, não é certo que o Sporting queira acionar a cláusula de opção de mais dois anos. Montero está em Alvalade pela segunda vez, depois de recomprado aos chineses do Tianjin Teda.

Embora sem o brilhantismo da primeira época (16 golos), o avançado tem jogado na ausência do lesionado Bas Dost, mas é pouco provável que convença os responsáveis leoninos a renovarem-lhe o contrato. A saída a custo zero pode ser a melhor solução para ambas as partes. Mas como no seu contrato há uma opção de dois anos que pode ser acionada pela SAD dos leões, o colombiano não pode decidir a sua vida já em janeiro. Ou seja, o caso só será resolvido no final desta temporada.

Salin, um guarda-redes titular à força

Com a saída de Rui Patrício e a lesão do italiano Viviano, Salin saltou para a baliza do Sporting quando menos se esperava. Titular desde o início da época, o francês espera agora por uma proposta para renovar.

Sousa Cintra iniciou conversas nesse sentido, embora sem apresentar qualquer proposta ao guarda-redes. Algo que a direção de Frederico Varandas deverá fazer no próximo mês. O acordo não deverá ser difícil, dada a recetividade do jogador em continuar em Alvalade, numa altura em que é titular.

Castaignos, um avançado que não deixará saudades

Luc Castaignos parece destinado a deixar Alvalade... em janeiro ou em junho. O avançado holandês nunca justificou a contratação e chega ao final de contrato apenas com meia dúzia de jogos de leão ao peito.

Este ano, o holandês não entrava sequer nos planos de José Peseiro, mas acabou inscrito. Castaignos chegou ao Sporting em 2016/17 e nunca se impôs, razão pela qual esteve a época passada cedido ao Vitesse. Tem interessados na Holanda, mas o seu vencimento tem sido um entrave à saída.

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