Sabe quem foram os 18 polacos que jogaram na I Liga portuguesa?

FC Porto teve dois guarda-redes e um ponta-de-lança. Sporting dispôs de um avançado vice-campeão olímpico

Ao todo foram 18 mas uns foram mais importantes do que outros. Cedendo a um critério o DN optou por nomear os jogadores polacos que jogaram em Portugal pelo número de jogos realizados ao serviço de clubes nacionais no principal escalão do futebol nacional. Isto no dia em que Portugal defronta a Polónia em Chorzow em partida a contar para a Liga das Nações.

Pawel Kieszek - Guarda-redes

130 partidas em Portugal com o Sporting de Braga a funcionar como porta de entrada. Deu nas vistas, rumou ao FC Porto, onde se sagrou campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal, mas não se afirmou. Seria um jogador importante no V. Setúbal e no Estoril de onde sairia para o Córdoba, então no principal escalão do futebol espanhol. Representa atualmente o Málaga, da II divisão.

Andrzej Juskowiak - Avançado

Chegou a Alvalade com a cotação em alta, acabadinho de se sagrar melhor marcador e vice-campeão olímpico em Barcelona, no ano de 1992. Tinha imensa qualidade mas ausentava-se frequentemente dos jogos. No principal escalão do futebol nacional realizou 73 partidas e marcou 25 golos, um dos quais continua a ser lembrado por muita gente pois foi apontado de pontapé de bicicleta após centro de Luís Figo. O adversário era o Boavista.

Przemyslaw Kazmierczak - Médio

Deu nas vistas no Boavista, na condição de emprestado pelo Pogon Szczecin, mas seria o FC Porto a contratá-lo em definitivo na época 2007/08. Também não se afirmaria no Dragão, rumou a Inglaterra e voltaria a Portugal para representar o V. Setúbal no qual foi peça nuclear. Este médio destacou-se pelo seu imponente físico e por um pé esquerdo bem calibrado.

Jozef Mlynarczyk - Guarda-redes

Foi o polaco de maior sucesso em Portugal. Representou quatro anos o FC Porto, clube pelo qual venceu tudo o que havia para ganhar. Sagrou-se campeão europeu em 1987 diante do Bayern, vencedor da Supertaça europeia e da Taça Intercontinental, para além de ter arrebatado todos os troféus nacionais. Foi um dos melhores guarda-redes que passou por Portugal e, se calhar, o primeiro grande intérprete estrangeiro das balizas em solo nacional.

Grzegorz Mielcarski - Avançado

41 encontros e apenas oito golos entre 1995 e 1999. Mielcarski teve um problema chamado Mário Jardel e por isso nunca se impôs no FC Porto. Deu para enriquecer o palmarés com quatro campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal e uma Supertaça mas nunca confirmou o talento que muitos lhe auguravam.

Rafał Grzelak - Extremo

Era um extremo esquerdo com muitos recursos técnicos mas que só esteve em Portugal ano e meio ao serviço do Boavista, entre 2006 e 2007. Fez sete golos e foi muito utilizado na formação axadrezada orientada por Zeljko Petrovic e Jaime Pacheco - 37 encontros. Saiu para a Grécia numa altura em que se percebia que o Boavista iria sofrer com o Apito Dourado.

Marek Saganowski - Avançado

Um ponta-de-lança de vários recursos mas que teve o azar de estar integrado numa equipa do V. Guimarães que acabaria por descer de divisão ma época 2005/06. Não foi certamente pelo polaco que isso aconteceu pois apontou 12 golos em 32 encontros. Deixou o Minho e acabou por realizar uma carreira satisfatória com passagens pelo Southampton e Légia Varsóvia.

Bartosz Slusarski - Avançado

Teve uma passagem efémera por Portugal mas percebeu-se rápido que era um jogador de último toque. Chegou a Leiria em 2005/06, fez 25 encontros e marcou sete golos, contribuindo decisivamente para o 7.º lugar da formação do Lis que nessa temporada foi treinada por Paulo Duarte e Domingos Paciência. No final da temporada deslocou-se para Inglaterra onde em três anos representou West Bromwich, Blackpool e Shefield Wednesday antes de regressar à Polónia.

Andrzej Wozniak - Guarda-redes

Contratado pelo FC Porto em 1996 para substituir Vítor Baía cedo 'explicou' a toda a gente que não era o jogador que o FC Porto pensava que podia suceder ao internacional português. Foi uma desilusão, tendo realizado no campeonato apenas sete encontros pelos dragões. Não convenceu António Oliveira, como não convenceria na época seguinte os espanhóis Fernando Castro Santos e Alberto Pazos, treinadores do Sp. Braga em 1997/98.

Krystian Szuster - Médio

Uma única época em Portugal, na temporada 1991/92, com as cores do Penafiel. Marcou quatro golos em 21 partidas mas regressou ao seu país no final da época e para isso muito terá contribuído a descida do clube duriense. Foi o 13.º jogador mais utilizado na época mas acabaria como segundo melhor marcador, com quatro golos, apenas atrás do brasileiro Valtinho.

Maciej Makuszewski - Médio

Apenas seis meses em Portugal e no Bonfim com a curiosidade negativa de não ter marcado qualquer golo e de os sadinos não terem vencido qualquer partida daquelas em que alinhou - cinco empates e nove derrotas. Este internacional polaco esteve em Setúbal emprestado pelo Lechia Gdansk onde regressaria no final da época.

Antoni Lukasiewicz - Defesa

Um nome que passou por Portugal sem qualquer relevo. Atuou em 16 partidas pela União de Leiria, que desceria de divisão em 2007/2008 como última classificada do campeonato e uma modesta pontuação - 13 pontos. Lukasiewicz não deixou marca nem saudades. Regressaria ao seu país no final da temporada, acabando por se tornar internacional polaco em 2009.

Marcin Chmiest - Avançado

Emprestado ao Sp. Braga pelo Odra Wodzisław em janeiro de 2007, conheceu dois treinadores (Rogério Gonçalves e Jorge Costa) e disputou onze jogos mas, mesmo sendo um possante avançado (1,86 m), não apontou qualquer golo nos 460 minutos que esteve em campo nas competições nacionais. Regressou no final da época à Polónia, onde deu seguimento a uma carreira sem expressão internacional.

Lukasz Madej - Médio

Contratado pela Académica no verão de 2008, Madej aterrou em Portugal com o estatuto de internacional polaco, mas não justificou as credenciais em Coimbra. Atuou apenas em oito jogos em todas as competições, dos quais somente três a titular. No final dessa época, voltou ao seu país e relançou a carreira ao ponto de ter regressado à seleção em 2014, após onze anos de ausência.

Dariusz Adamczuk - Médio

Medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Barcelona (1992), internacional pela seleção polaca e proveniente da Udinese, Adamczuk chegou ao Belenenses no verão de 1994 e jogou no Restelo durante... dois meses. Curiosamente, foi titular nas cinco partidas que disputou, todas para a I Liga. Acabou essa temporada no Pogon Szczecin, onde iniciou a carreira, e mudou-se depois para a Escócia, onde esteve seis anos, ao serviço do Dundee e do Rangers.

Mateusz Zachara - Avançado

Proveniente de um dos clubes mais importantes da Polónia, o Wisla Cracóvia, e com duas internacionalizações pela seleção principal, Zachara foi um dos reforços mais sonantes do Tondela na época passada, mas nunca se impôs no clube beirão, tendo apenas efetuado quatro jogos, apenas um enquanto titular. A meio da época, em janeiro, voltou ao seu país, para vestir as cores do RKS Raków, onde se mantém.

Michal Miskiewicz - Guarda-redes

Miskiewicz chegou ao Feirense há um ano com o estatuto de internacional polaco, o AC Milan no currículo e o objetivo de suceder a Vaná, que tinha rumado ao FC Porto, mas a sua passagem por Santa Maria da Feira foi uma desilusão. Remetido para o banco de suplentes por Caio Secco, disputou apenas seis jogos, dos quais apenas dois no campeonato, e saiu sem surpresa no final da temporada.

Krzysztof Kazimierczak - Defesa

Na mesma época em que Przemyslaw Kazmierczak deu nas vistas no Boavista ao ponto de ter dado o salto para o FC Porto, atuou no Bessa um compatriota com um nome parecido, mas com muito menos preponderância. Krzysztof chegou do Wisla Plock e disputou apenas um jogo, na última jornada do campeonato, no terreno do Marítimo (3-2). Antes, o melhor que conseguiu foi ser suplente não utilizado em três partidas da I Liga.

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