Ferreyra mostrou o caminho e o comandante Pizzi selou o triunfo do Benfica no Bessa

Encarnados vencera este sábado o Boavista, por 2-0, na 2.ª jornada da I Liga. Argentino estreou-se a marcar pelos encarnados, mas não festejou. Pizzi é o melhor marcador do campeonato com quatro golos.

O Benfica passou com distinção no teste do Bessa, um campo onde por norma sente dificuldades. Frente a um Boavista cheio de boas intenções e algum bom futebol, a equipa de Rui Vitória soube tornar fácil um jogo que ameaçava ser difícil, arrecadando mais três pontos para a tabela e alguma moral extra para o dérbi da próxima semana (Benfica joga com o Sporting no sábado, na 3.ª jornada da Liga.

O início de jogo foi jogada com grande intensidade pelas duas equipas e pode dizer-se que o Boavista entrou melhor e mais autoritário no jogo. Jorge Simão quis surpreender os encarnados a jogar em 4x4x2 , com o experiente Idris no meio campo e David Simão a servir de elo para o ataque e quase o conseguiu antes dos dez minutos de jogo quando Falcone teve a primeira soberana ocasião. O avançado axadrezado falhou a oportunidade e a equipa de Rui Vitória deu luta a meio campo - Gedson e Pizzi a construir jogo - , e foi melhor e mais eficaz no ataque, com os irrequietos Cervi e Salvio.

Com o jogo equilibrado e jogado a um ritmo alucinante, acabou por ser um erro de Carraça a a balança. O boavisteiro facilitou e Ferreyra aproveitou para fazer o golo. O argentino estreou-se a marcar, mas não festejou. Talvez como forma de protesto com as críticas de início de época ao seu desempenho pessoal.

O Benfica podia ter ido para o intervalo a vencer por uma margem folgada, mas Salvio teimou em perder o duelo com Helton Leite, que ainda antes do intervalo voou literalmente para evitar o golo a André Almeida. O guarda-redes do Boavista foi claramente o melhor da equipa e o grande responsável pela não goleada sofrida.

Depois do intervalo o Boavista não conseguiu manter o nível da primeira parte e o Rui Vitória, já depois de Pizzi sossegar o Benfica e fazer o 2-0, optou por rodar miúdos das formação, talvez já a pensar no PAOK. O segundo golo chegou mais uma vez com a ajuda do adversário que facilitou perante o talento de Salvio e Pizzi. O argentino viu a passadeira estendida e foi por ali fora até servir Pizzi, para já o improvável goleador do campeonato com quatro golos.

Depois de no jogo com o Vit. Guimarães ter estado a ganhar por 3-0 e no fim ganhar por 3-2, desta vez não houve susto e o Benfica ganhou ao Boavista, por 2-0, num jogo em que o treinador do Benfica voltou a utilizar Gedson Fernandes como titular e deu minutos a Alfa Semedo e João Felix para gáudeo dos adeptos presentes nas bancadas do Bessa.

Para Rui Vitória o resultado "peca por defeito", enquanto Jorge Simão admitiu a superioridade das águias: "Adversário mereceu o resultado."

Ficha de jogo

Equipas

Boavista: Helton Leite, Carraça, Raphael Silva, Neris, Talocha, Idris (Rafael Lopes, 71), David Simão, Rochinha, Fábio Espinho (Rafael Costa, 53), Mateus (André Claro, 64) e Falcone.

Treinador: Jorge Simão.

Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Grimaldo, Fejsa, Gedson (Alfa Semedo, 81), Pizzi, Salvio (Zivkovic, 75), Ferreyra e Cervi (João Félix, 88).

Treinador: Rui Vitória.

Jogo no Estádio do Bessa, no Porto.

Marcadores: 0-1, Ferreyra, 35 minutos, 0-2, Pizzi, 62'

Árbitro: Manuel Mota (AF Braga).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Fábio Espinho (40'), Gedson (52'), Mateus (58'), Talocha (72') e Rafael Costa (80').

FIGURA

Pizzi. Podia muito bem ser de Salvio o mérito de figura do jogo, mas Piziz, pela entrega que deu ao jogo e plo quarto golo em duas jornadas da Liga leva o troféu. Depois de uma entrada de sonho no campeonato para o médio do Benfica, com um hat-trick inédito com a camisola encarnada (já tinha marcado três ao FC Porto pelo Paço de Ferreira, também sob o comando de Rui Vitória), este sábado, Pizzi voltou a ser peça fundamental na vitória do Benfica, agora ao Boavista.

Um golo que o coloca como melhor marcador da Liga 2018/19, com quatro golos. Números que só encontram precedente na história das águias nos tempos de Eusébio, quando o avançado marcou por cinco vezes nas duas rondas inaugurais da época 1972.

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