Ronaldo salda contas com fisco espanhol antes de chegar a Itália

Paga 18,8 milhões de euros de multa e fica com pena não efetiva de dois anos de prisão.

O acordo entre Cristiano Ronaldo e a agência tributária espanhola está pronto a ser concluído e permitirá ao jogador português iniciar a sua nova etapa, em Itália, sem contas pendentes em Madrid.

Segundo informa o diário espanhol AS, o advogado do jogador, José António Choclán, e o representante do Estado espanhol, Edmundo Bal, fecharam definitivamente o acordo que levará Ronaldo a assumir o pagamento de 18,8 milhões de euros de multa e a aceitar a responsabilidade penal por ter defraudado o Fisco em 14,7 milhões de euros: dois anos de prisão não efetiva, que é substituída por multa devido ao facto de a pena não ser superior a 24 meses.

Este foi um dos fatores que levaram Cristiano Ronaldo a considerar a saída do Real Madrid e da liga espanhola. Em Itália, Cristiano Ronaldo beneficiará de uma lei fiscal mais permissiva, já que os estrangeiros beneficiam, num primeiro ano, de uma taxa única de 100 mil euros para todas as receitas geradas no estrangeiro, incluindo direitos de imagem e contratos de patrocínio, fatores que estiveram na origem do diferendo com o fisco espanhol.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.