Golaço de Ronaldo não impede derrota da Juventus frente a Mourinho

A Juventus recebeu e perdeu com o Manchester United (2-1) esta quarta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Cristiano Ronaldo adiantou a Juventus no jogo com o Manchester United, esta noite, em Turim, mas não evitou a derrota frente a José Mourinho (2-1). Esta é a primeira derrota da equipa italiana esta época em 15 jogos.

O português fez o 1-0 num remate potente e de primeira já dentro da área. Depois mostrou os abdominais e pediu desculpa nos festejos, não fosse ele um ex-red devil. No entanto, o primeiro golo do português nesta Champions - ele que no ano passado foi o melhor marcador da prova com 15 golos - desta vez não chegou para ajudar a equipa a somar pontos.

Num volte face surpreendente, o United deu a volta ao resultado. Juan Mata num livre direto sem defeitos fez o empate e depois, num livre indireto a favor da equipa inglesa, Alex Sandro marcou na própria baliza.

O United surpreendeu assim a Juve que dominou o jogo por completo e até teve uma bola no poste. Antes do apito final os red devils ainda tiveram oportunidade para fazer o 3-1, mas Rashford falhou o alvo.

Um triunfo que o special one festejou efusivamente. O técnico português provocou os adeptos da Juventus ne os jogadores da equipa mão gostaram confrontando-o em pleno relvado.

Com este resultado, Mourinho chegou-se ao segundo lugar com sete pontos, a dois da líder Juventus (9). O Valência, que esta noite venceu o Young Boys (3-1), é terceiro com cinco pontos. Os suíços estão em último, com um ponto.

Veja a aqui os resultados dos jogos desta quarta-feira

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Premium

João Gobern

Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.

Premium

Henrique Burnay

O momento Trump de Macron

Há uns bons anos atrás, durante uns dias, a quem pesquisasse, no Yahoo ou Google, já não me lembro, por "great French military victories" era sugerido se não quereria antes dizer "great French military defeats". A brincadeira de algum hacker com sentido de ironia histórica foi mais ou menos repetida há dias, só que desta vez pelo presidente dos Estados Unidos, depois de Macron ter dito a frase mais grave que podia dizer sobre a defesa europeia. Ao contrário do hacker de há uns anos, porém, nem o presidente francês nem Donald Trump parecem ter querido fazer humor ou, mais grave, percebido a História e o presente.

Premium

Ruy Castro

Um Vinicius que você não conheceu

Foi em dezembro de 1967 ou janeiro de 1968. Toquei a campainha da casa na Gávea, bairro delicioso do Rio, onde morava Vinicius de Moraes. Vinicius, você sabe: o poeta, o compositor, o letrista, o showman, o diplomata, o boémio, o apaixonado, o homem do mundo. Ia entrevistá-lo para a Manchete, revista em que eu trabalhava. Um empregado me conduziu à sala e mandou esperar. De repente, passaram por mim, vindas lá de dentro, duas estagiárias de jornal ou, talvez, estudantes de jornalismo - lindas de morrer, usando perturbadoras minissaias (era a moda na época), sobraçando livros ou um caderno de anotações, rindo muito, e foram embora. E só então Vinicius apareceu e me disse olá. Vestia a sua tradicional camisa preta, existencialista, de malha, arregaçada nos cotovelos, a calça cor de gelo, os sapatos sem meias - e cheirava a talco ou sabonete, como se tivesse acabado de sair do banho.