Ricciardi: "Venho para ganhar. Estou-me nas tintas para que me achem croquete"

Banqueiro anuncia candidatura ao Sporting e manifesta total apoio ao atual técnico. E quer reatar relações com todos os clubes, incluindo o Benfica.

José Maria Ricciardi confirmou neste domingo à noite, em entrevista à CMTV, que é candidato ao Sporting porque, no entendimento deste banqueiro, "nenhuma das outras candidaturas reúne as condições suficientes" para ser presidente do clube. "Venho para ganhar" as eleições, disse. E conta com José Peseiro para seu treinador. "Como é óbvio", apontou.

O novo candidato recusou que seja chamado de "croquete", pela sua posição social. "Estou-me nas tintas para que me achem croquete", atirou. "Não entro nesse jogo de pastelaria, de croquetes." E recordou que "os últimos dois presidentes a conseguir ser campeões foram croquetes", referindo-se a José Roquette e a Dias da Cunha. "E o fundador, que é meu tio-avô, também foi um croquete. Tudo isso é ridículo."

O técnico do Sporting, José Peseiro, contratado já com esta comissão de gestão em funções, tem o seu futuro assegurado se Ricciardi for eleito. "É o meu treinador inequivocamente e terá todo o meu apoio." Ricciardi fugiu a responder se iria buscar o seu amigo Jorge Jesus, num futuro próximo, respondendo no presente. "Para mim, agora, o melhor treinador do mundo chama-se José Peseiro."

"É o meu treinador inequivocamente e terá todo o meu apoio."

É o nono candidato conhecido, apesar de subsistir a dúvida sobre a presença de Carlos Vieira e Bruno de Carvalho no boletim de voto.

"Sou candidato", atirou, recusando que haja gente a mais no Sporting a concorrer. "Não me impressiona o número de candidatos". "Todos os sócios têm legitimidade" de se candidatarem, considerou, mas quando a jornalista referiu o nome de Bruno de Carvalho, Ricciardi corrigiu a sua frase: "Estou a falar daqueles que têm legitimidade" e explicou que os sócios destituíram "por justa causa", por 72% numa assembleia geral recente, a direção de Bruno de Carvalho (incluindo Carlos Vieira).

Sobre a sua candidatura, insistiu que esta "é transversal", "com gente que já deu mostras na sua capacidade de gerir" os destinos do clube, "numa situação tão difícil como esta".

Deixando elogios a Sousa Cintra, presidente da SAD, à comissão de gestão e à Mesa da Assembleia Geral, referindo o "trabalho notável" de Jaime Marta Soares, Ricciardi falou da necessidade de "pacificar" o futebol português. "Irei restabelecer todas as relações com todos os clubes da I Liga e da II Liga, incluindo o Benfica", afirmou.

Sem prometer o título no futebol, "não se ganham campeonatos por decreto", disse, insistiu que "se for eleito" vão "acabar-se os insultos" contra os outros clubes e agentes do desporto. "Tudo o que farei é que o Sporting lute pelo título e ganhe o título, mas garantir que o ganho, não o farei."

Ricciardi invocou o seu passado para melhor apresentar pergaminhos. "Nunca pertenci a nenhuma direção, nunca tive cargos, nunca fui presidente-sombra. E se acham que era presidente-sombra, agora passarei a ser às claras."

Até este momento são já nove os candidatos às eleições de 8 de setembro: José Maria Ricciardi junta-se a Frederico Varandas, Pedro Madeira Rodrigues, Fernando Tavares Pereira, João Benedito, Zeferino Boal, Dias Ferreira, Carlos Vieira e Bruno de Carvalho.

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