Quanto vale uma seleção sem o seu craque?

Uruguai jogou sem o seu maior craque e perdeu com a França. Mas, um só jogador não faz a equipa, avisam os adeptos uruguaios e franceses

Portugal não chegou aos quartos-de-final, mas derrubou o craque do Uruguai. Edison Cavani foi a ausência mais presente no jogo contra a França. Esteve constantemente entre as conversas da meia dúzia de adeptos uruguaios, no Terreiro do Paço, em Lisboa, mas há quem esteja convencido de que um craque não é tudo para chegar à vitória. "Ainda me lembro que a seleção portuguesa venceu o campeonato com Éder e sem Cristiano Ronaldo no campo", lembra Javier Regueiro. Os craques, aliás, é que não vão longe sem todos os jogadores. "Não é por acaso que os treinadores dão tanta importância ao espírito de equipa", diz o adepto de Montevidéu.

É mais ou menos como Damien Menard e os amigos que estiveram no Terreiro do Paço, em Lisboa, a torcer pela seleção francesa. São todos de Lyon e têm o hábito de se juntarem aos domingos para jogar futebol. Damien é o que mais talento tem para furar a defesa dos adversários, mas "sem Adrein, Louis ou Thierry para passar a bola" ele não chegaria muito longe, conta o atacante de fim de semana.

Os craques da seleção de França sabem isso melhor do que ninguém, explica o adepto de Lyon: "Que hipóteses teriam Pogma ou Mbappé se não soubessem que podem contar com Dembélé ou Pavart?" Quem julga, portanto, que o futebol é diferente de tudo o resto é porque não percebe nada de bola e, já agora, não percebe nada de nada. "Eu, sem a minha mulher, por exemplo, estou perdido", remata Damien.

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Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.