Processo-crime contra Bruno de Carvalho

Comissão de Gestão avança contra o ex-presidente, por este ter tentado bloquear as contas do clube junto dos bancos

O órgão que gere os destinos do Sporting, liderado por Artur Torres Pereira, vai avançar com um processo-crime contra Bruno de Carvalho junto do Ministério Público, informou a Comissão de Gestão em comunicado.

Essa ação surge na sequência de um pedido do ex-presidente junto dos bancos no sentido de estes bloquearem as contas do Sporting.

Além do processo-crime, a Comissão de Gestão vai ainda participar os factos à Comissão de Fiscalização do clube, do que poderá resultar nova ação disciplinar contra o ex-presidente.

Leia o comunicado da Comissão da Gestão:

"Hoje, numa manifestação de desespero de quem já não respeita nada nem ninguém, o ex-Presidente destituído pelos sócios deu uma nova prova da permanente irresponsabilidade com que intervém ilegal e abusivamente na vida do Sporting Clube de Portugal, lançando a confusão e semeando a divisão no Clube.

Invocando os mesmos documentos com que na passada sexta-feira ilegalmente pretendeu usurpar funções que comprovadamente não são suas, hoje permitiu-se enviar durante o dia cartas a bancos com os quais o SCP mantém relações comerciais, nas quais, na qualidade abusivamente invocada de Presidente do Conselho Directivo do SCP, se permitiu pressionar os referidos bancos para impedir que as contas bancárias do SCP continuem neles a ser movimentadas pelos órgãos do Clube legitimamente em funções.

Esta desesperada iniciativa não obteve sucesso, tendo as referidas entidades bancárias recusado participar nesta tentativa de fraude.

Atendendo à gravidade destes factos, a Comissão de Gestão do SCP decidiu:

1 - Participar criminalmente do ex-Presidente destituído pelos sócios junto do Ministério Público por fraude e usurpação de funções;

2 - Participar à Comissão de Fiscalização estes factos para os efeitos tidos por convenientes. "

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?

Premium

Catarina Carvalho

O populismo na campanha Marques Vidal

Há uma esperança: não teve efeito na opinião pública a polémica da escolha do novo procurador-geral da República. É, pelo menos, isso que dizem os estudos de opinião - o número dos que achavam que Joana Marques Vidal devia continuar PGR permaneceu inalterável entre o início do ano e estas últimas semanas. Isto retirando o facto, já de si notável, de que haja sondagens sobre este assunto.