Marcelo: "A UEFA subvaloriza sistematicamente o peso de Portugal no mundo"

O Presidente da República considerou este domingo que a UEFA, no plano do futebol, "subvaloriza sistematicamente" o peso de Portugal no mundo e defendeu que a seleção nacional, independentemente de ganhar na final, já ganhou projeção internacional.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas, depois de interrogado sobre as suas expectativas para a final deste domingo da Liga das Nações da UEFA, entre Portugal e a Holanda, no Porto, partida à qual irá assistir no Estádio do Dragão.

"Portugal joga sempre para ganhar, mas penso que já ganhámos em termos de projeção internacional. O simples facto de Portugal, uma vez mais, afirmar a sua presença no Desporto, como em outras áreas de atividade, um pouco por todo o mundo, por razões muito diversas, tal é marcante", respondeu o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa contou depois o que ouviu de dirigentes da UEFA no último desafio, entre Portugal e a Suíça, no Porto, na quarta-feira.

"A própria UEFA subvaloriza sistematicamente o peso de Portugal no mundo também em termos de futebol. A UEFA admira, reconhece, mas fica sempre aquém daquilo foi depois a projeção da realização no nosso país. O que interessa não é um desafio de futebol ou uma Liga das Nações, mas o somatório de dados que mostram que Portugal está vivo, quer ser melhor, quer ser diferente e quer ter um futuro melhor do que o presente e o passado", acrescentou o Presidente da República.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.