Presidente da FIFA terá encoberto doping financeiro de PSG e Man. City

Jornais Der Spiegel e Mediapart tiveram acesso a documentos comprometedores obtidos pelo Football Leaks

Segundo as informações obtidas pela plataforma que expôs vários casos do futebol mundial nos últimos dois anos - entre os quais a acusação de violação a Cristiano Ronaldo -, o atual presidente da FIFA, Gianni Infantino, terá ajudado a encobrir as quebras das regras do fairplay financeiro por parte do Paris Saint Germain e do Manchester City, dois clubes controlados por milionários árabes.

Os documentos obtidos pelo Football Leaks e disponibilizados a um consórcio europeu de investigação que reúne vários órgãos de comunicação social, entre os quais o alemão Der Spiegel e o francês Mediapart, revelam que os dois clubes em questão terão beneficiado de "doping" financeiro com a colaboração da UEFA, graças à ação de Michel Platini, então presidente do organismo europeu, e de Infantino, na altura secretário-geral, que terão ajudado sistematicamente PSG e Manchester City a evitar sanções.

Ao contrário do que aconteceu com outros clubes, como o Málaga ou outros do Leste europeu, PSG e Manchester City conseguiram evitar sempre a exclusão das provas europeias, apesar de, segundo os documentos agora trazidos a público, terem beneficiado de investimentos "ilegais" de 1800 milhões e 2700 milhões de euros, respetivamente.

Infantino ter-se-á reunido em segredo com os altos mandatários do PSG (controlado por fundos da família real do Qatar) e do Manchester City (cujo dono é também do Médio Oriente, de Abu Dhabi) para cozinhar acordos que permitiram contornar os regulamentos do fairplay financeiro.

A informação revelada pelo Der Spiegel e pelo Mediapart fala em acordos de patrocínio "fictícios" com efeitos retroativos, de forma a "limpar" os défices financeiros dos dois clubes.

O PSG já negou "firmemente", em comunicado, as acusações veiculadas esta sexta-feira, garantindo ter sempre agido "no respeito absoluto pelas leis e regulamentos".

Novas revelações prometidas

Os documentos do Football Leaks publicados esta sexta-feira revelam ainda uma conspiração de alguns dos maiores clubes europeus, entre os quais o Bayern de Munique, Juventus e Real Madrid, para a criação de uma Superliga europeia com 18 clubes (nos quais poderia eventualmente entrar um representante português).

O Der Spiegel anuncia ainda mais revelações para as próximas semanas, entre as quais os resultados positivos de doping de um múltiplo vencedor da Liga dos Campeões e os esquemas de fuga fiscal de alguns clubes da Premier League.

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