Presidente da APAF denuncia agressões a árbitros: "Até quando vai isto continuar?"

"A saga dos tristes, frustrados, imbecis, ignorantes, cobardes, fracos, parvos, infelizes e selvagens continua", escreveu Luciano Gonçalves

O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), Luciano Gonçalves, denunciou esta segunda-feira mais dois casos de agressões a árbitros em jogos dos campeonatos distritais, nas associações de Setúbal e Leiria.

Em nota publicada no Facebook, Luciano Gonçalves revelou que no jogo Palmelense-Cova da Piedade o árbitro foi agredido no final pelo treinador adjunto dos anfitriões, enquanto no encontro de juniores Caldas-Figueiró dos Vinhos um jogador da equipa visitante agrediu o juiz no fim da primeira parte.

"A saga dos tristes, frustrados, imbecis, ignorantes, cobardes, fracos, parvos, infelizes e selvagens continua", escreveu Luciano Gonçalves, questionando no final da publicação: "Até quando isto vai continuar? Vamos ficar todos com as mãos manchadas".

O presidente da APAF condenou a "impunidade e lentidão incompreensível por parte dos órgãos punitivos competentes em casos recentes", aguardando por "punições céleres e justas para estes e outros" casos, assinalando que em ambos os jogos havia policiamento.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.