Para Federer discussão entre Serena e Carlos Ramos devia ser estudada

Suíço falou sobre o incidente ocorrido na final feminina do Open dos Estados Unidos entre a antiga número um e o árbitro português

Roger Federer falou, pela primeira vez, sobre as três advertências com que Carlos Ramos brindou Serena Williams na final do Open dos Estados Unidos com a americana a considerar que houve machismo por parte do árbitro português.

"Houve erros de parte a parte, devia ter havido maior discrição. Mas temos de compreender o papel dos árbitros, todos queremos que eles façam o seu trabalho. Cada árbitro tem o seu estilo, as coisas são mesmo assim. É um caso complicado mas, ao mesmo tempo, interessante e que devia ser estudado, disse o suíço.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?