Pancadaria nas ruas antes do jogo entre Famalicão e Leixões

Adeptos dos dois clubes entraram em confronto, obrigando a intervenção policial. Vídeo mostra agressão a adepto do Famalicão

O jogo entre Famalicão e Leixões, da II Liga, ficou marcado este sábado por cenas de violência entre adeptos dos dois clubes, antes da partida, ainda fora do estádio.

Um vídeo divulgado pelo site do Cidade Hoje, rádio-jornal local, mostra um adepto do Famalicão a ser agredido por um grupo de homens, na Avenida Rebelo Mesquita, no centro de Vila Nova de Famalicão, com as forças de intervenção da polícia a tentarem travar os atos de vandalismo.

Pouco depois do final do encontro, o Leixões publicou uma mensagem nas redes sociais, garantindo que os seus adeptos foram recebidos com pedras.

"Lamentável a forma como os nossos adeptos foram recebidos por alguns adeptos do Famalicão, com arremesso de pedras às viaturas dos nossos adeptos e ao autocarro da claque. Depois é fácil filmar e dizer que os adeptos do Leixões são arruaceiros. Violência gera violência", escreveu o clube de Matosinhos no Facebook.

Os incidentes entre grupos de adeptos dos dois clubes são já um hábito, como demonstra um outro vídeo partilhado pelo mesmo Cidade Hoje e datado de janeiro de 2017.

Dentro do relvado, o Famalicão venceu por 1-0 (golo de Fabrício Simões, aos 12 minutos) e assegurou a liderança isolada da II Liga, com 24 pontos, mais dois do que o Paços de Ferreira, que no entanto tem dois jogos a menos.

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Henrique Burnay

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O euro, o Erasmus, a paz. De cada vez que alguém quer defender a importância da Europa, aparece esta trilogia. Poder atravessar a fronteira sem trocar de moeda, ter a oportunidade de passar seis meses a estudar no estrangeiro (há muito que já não é só na União Europeia) e - para os que ainda se lembram de que houve guerras - a memória de que vivemos o mais longo período sem conflitos no continente europeu. Normalmente dizem isto e esperam que seja suficiente para que a plateia reconheça a maravilha da construção europeia e, caso não esteja já convertida, se renda ao projeto europeu. Se estes argumentos não chegam, conforme o país, invocam os fundos europeus e as autoestradas, a expansão do mercado interno ou a democracia. E pronto, já está.