Os números e os recordes da I Liga

Jogadores mais jovens e mais velhos, treinador que orientou mais equipas na competição e futebolistas (no ativo e de sempre) com mais jogos e golos no campeonato português

A edição 85 do principal campeonato português arranca esta sexta-feira com a promessa de muitos golos e espetáculos aprazíveis no decorrer dos 306 jogos. Mas antes de a bola começar a rolar, vamos aos números a ter em conta na versão 2018/19 da I Liga.

Comecemos pelos valores do mercado de transferências, que em Portugal vai estar aberto até ao último dia do mês. O FC Porto dominou nas compras e nas vendas, ao recrutar o central congolês Chancel Mbemba por 8 milhões de euros ao Newcastle e ao vender os passes de Ricardo Pereira ao Leicester e de Diogo Dalot ao Manchester United, ambos por 22 M. Por bater, ficaram os recordes nacionais de transferências: os 22 M pagos pelo Benfica ao Atlético Madrid em 2015 e os 45 M encaixados pelo FC Porto com a transferência de James Rodríguez para o Mónaco em 2013.

Mais velho e mais jovem

Na temporada transata, o guarda-redes Quim tornou-se o jogador mais velho de sempre a atuar na competição, participando a 14 de janeiro numa derrota do Desp. Aves ante o Sporting (0-3), em Alvalade, com 42 anos, 2 meses e 1 dias. Olhando para os plantéis atuais, esse recorde não será batido, pois o mais velho é o guarda-redes Artur Moraes (também do Desp. Aves), que chegará ao fim do campeonato com 38 anos.

Também improvável é a queda da marca de futebolista mais jovem de sempre a jogar na I Liga, que pertence a Bruno Gama desde 10 de abril de 2004. O então extremo do Sp. Braga, agora ao serviço dos gregos do Aris Salónica, participou num empate no terreno da União de Leiria (2-2) com 16 anos, 4 meses e 26 dias. Atendendo aos adolescentes que participaram na pré-época dos 18 clubes, o central boavisteiro Gonçalo Cardoso é o que mais se pode aproximar, se na segunda-feira visitar o Portimonense aos 17 anos, 9 meses e 23 dias.

Jogos e golos

No que concerne a número de jogos, o recordista é o antigo avançado Manuel Fernandes, que somou 485 encontros na I Divisão ao serviço de CUF, Sporting e Vitória de Setúbal. O atual dirigente leonino pode ficar descansado, que o seu recorde vai continuar intacto durante os próximos anos, pois quem mais se aproxima é o central benfiquista Luisão (337), que até já anunciou que se vai retirar no final da temporada. O portista Maxi Pereira (283) e o sportinguista Marcelo (152) são os mais experientes dos respetivos clubes na prova, enquanto Tarantini (264) é o melhor português dos 18 plantéis.

Em termos de golos, o antigo goleador sportinguista Fernando Peyroteo continuará intacto no trono (332), num ano em que se comemora o centenário do seu nascimento. De entre os que vão iniciar esta época, o melhor é o (ainda) benfiquista Jonas (99 golos), seguido do avançado leonino Bas Dost (61), do portista Marega (47), do boavisteiro Mateus (45) e do fogaceiro Edinho (44), o líder nacional.

Eternos Fernando Vaz e Manuel Oliveira

Ao nível de treinadores, o trono é partilhado por Fernando Vaz e Manuel Oliveira. Ambos são os técnicos com mais jogos e mais clubes orientados na I Liga. Vaz soma 626 partidas e 11 clubes ao longo de 25 temporadas, aos comandos de Belenenses, Sp. Braga, FC Porto, Caldas, Sporting, CUF, V. Setúbal, Académica, Atlético, Beira-Mar e Marítimo. Oliveira está um pouco atrás no número de encontros (617), mas em 28 temporadas sentou-se no banco de 14 (!) clubes, um recorde absoluto. A saber: CUF, Leixões, Belenenses, Sanjoanense, Olhanense, Farense, Beira-Mar, Leiria, Barreirense, V. Setúbal, Marítimo, Fafe, Nacional e Portimonense.

Entre os 18 treinadores que vão começar a época - metade dos quais recém-chegados aos respetivos cargos -, o técnico avense José Mota é o que parte com mais jogos (379) e clubes (seis) na I Liga, mas verá o segundo registo ser igualado precisamente pelo adversário da 1.ª jornada, o timoneiro sadino Lito Vidigal. Além do Desp. Aves, Mota orientou Paços de Ferreira, Leixões, V. Setúbal, Gil Vicente e Feirense. Já Vidigal orientou Estrela da Amadora, União de Leiria, Belenenses, Arouca e Aves antes de assinar pelo emblema do Bonfim.

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