Open da Austrália: Sousa e Mayer na terceira ronda de pares

A dupla venceu o par composto por Roberto Carballes Baena e Andrey Rublev.

O português João Sousa e o argentino Leonardo Mayer avançaram hoje para a terceira ronda de pares do Open da Austrália em ténis, após baterem os adversários em dois 'sets'.

A dupla luso-argentina ainda sofreu no primeiro 'set', mas acabou por vencer o par composto pelo espanhol Roberto Carballes Baena e o russo Andrey Rublev por 7-6 (7-5) e 6-3, em uma hora e 20 minutos.

A jogar o nono torneio do 'Grand Slam' ao lado de Mayer, João Sousa, 'número um' português em ténis, é o 46.º no 'ranking' ATP de pares e o 44.º em singulares.

Na quinta-feira, o vimaranense, único português ainda em competição em Melbourne Park, também avançou para a terceira ronda no torneio de singulares, após uma batalha de cinco 'sets' em mais de quatro horas.

Na próxima ronda, o tenista português vai defrontar o japonês Kei Nishikori, nono da hierarquia mundial.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

A ameaça dos campeões europeus

No dia 6 de fevereiro, Margrethe Vestager, numa só decisão, fez várias coisas importantes para o futuro da Europa, mas (quase) só os jornais económicos repararam. A comissária europeia para a Concorrência, ao impedir a compra da Alstom pela Siemens, mostrou que, onde a Comissão manda, manda mais do que os Estados membros, mesmo os grandes; e, por isso mesmo, fez a Alemanha e a França dizerem que querem rever as regras do jogo; relançou o debate sobre se a Europa precisa, ou não (e em que condições), de campeões para competir na economia global; e arrasou com as suas possibilidades (se é que existiam) de vir a suceder a Jean-Claude Juncker.

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.