O Benfica deu 10-0. Mas há goleadas muito maiores

Em Portugal, mas na Taça, o Sporting chegou a golear por 21-0. Lá fora, um jogo com protestos terminou 149-0. E entre seleções, a Austrália deu 31-0... mas não conseguiu apurar-se para o Mundial 2002

O 10-0 ao Nacional é a maior goleada do Benfica dos últimos 55 anos em jogos do campeonato nacional. Mas está longe de ser o resultado mais volumoso registado em Portugal.

A maior goleada envolvendo clubes portugueses remonta ao dia 23 de maio de 1971. Num jogo da Taça de Portugal, o Sporting massacrou o Mindelense, o campeão ultramarino de Cabo Verde (nesta altura as equipas das ex-colónias participavam na prova rainha do futebol português), com um histórico 21-0.

Vários jogadores sobressaíram nesta goleada, mas o grande herói daquela tarde no velhinho Alvalade foi Fernando Peres (que morreu este domingo), autor de sete golos. João Lourenço marcou seis, Pedras três, Fernando Tomé e Fernando Peres e Marinho dois cada e Chico Faria também fez o gosto ao pé.

Para o campeonato nacional, o maior registo de golos também pertence ao Sporting, que a 22 de fevereiro de 1942 despachou o Leça por 14-0. Entre os três grandes, e em partidas para o campeonato, a maior goleada alcançada pelo Benfica foi curiosamente contra o FC Porto, em fevereiro de 1943, com um impensável 12-2 no Estádio do Campo Grande. Os leões brilharam também nas competições europeias, quando em novembro de 1963 despacharam o APOEL Nicósia, do Chipre, por 16-1, na extinta Taça das Taças.

A seleção nacional, cujo ponto alto foi a conquista do Campeonato da Europa em 2016, também já teve os seus momentos com muitos golos para festejar. As maiores goleadas foram três, todas por 8-0. As vítimas foram o Liechtenstein (em duas ocasiões) e o Kuwait num jogo particular.

A nível mundial, a maior goleada de que há registo aconteceu em 2002, envolvendo equipas do Madagascar. O jogo entre o AS Adema e o SOE Antananarivo acabou com 149-0. Mas neste caso há algo que o justifica - os jogadores do SOE, revoltados com a arbitragem e como forma de protesto, desataram a marcar golos na própria baliza.

Nada se compara a estes números, mas em 2016 outro resultado entrou para a história. E desta vez, que se saiba, sem qualquer sinal de protestos da equipa que acabou massacrada - o Pelileo SC goleou o Indii Native (equipa formada por indígenas equatorianos) por 44-1.

Anos antes, em 1985, uma eliminatória da Taça da Escócia entrou para a história. O jogo entre o Arbroath e o Bon Accord terminou com o marcador em 36-0. Curiosamente, no mesmo dia, e na mesma prova, o Dundee Harp derrotou o Aberdeen Rovers por 35-0. Também o Villarreal, o adversário do Sporting de quinta-feira na Liga Europa, disputou um amigável em 2009 frente ao Novata que acabou com 27-0.

A nível de seleções, o recorde foi estabelecido em 2015, quando a equipa de Vanuatu goleou por 46-0 a Micronésia, batendo a marca da Austrália registada em julho de 2001, quando a seleção da Oceânia deu 31-0 à Samoa Americana numa partida relativa à fase de qualificação para o Mundial de 2002 - só o jogador Archie Thompson marcou 13. Curiosamente, a Austrália não se qualificou, mas o resultado inspirou um documentário intitulado "Next Goal Wins". Ainda em termos de seleções, outro resultado histórico aconteceu nos Jogos do Pacífico do Sul, em 1971, com o triunfo folgado (30-0) do Taiti sobre as Ilhas Cook.

Em Mundiais de futebol, a marca estabelecida pela Hungria no Campeonato do Mundo de 1982 continua a perdurar - 10-1 a São salvador. Em fases finais de Campeonatos da Europa, o resultado mais volumoso foi o 6-1 da Holanda à Jugoslávia, em junho de 2000.

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