Nélson Évora de ouro. Aplausos, recados e críticas à chegada a Lisboa

Amo aquilo que faço, o atletismo foi uma paixão a primeira vista e entre a capacidade de me adaptar às coisas novas e sendo um artista, tenho de ter a capacidade de me reinventar. Não faço nada para calar a crítica", disse o campeão europeu à chegada a Lisboa.

Nélson Évora chegou esta segunda-feira a Portugal, depois de se ter sagrado campeão Europeu do triplo salto, no domingo, em Berlim, o atleta foi recebido em apoteose, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por centenas de pessoas. Depois dos aplausos as palavras. Muitas de agradecimento e apoio, por entre alguns recados e também algumas críticas.

"Desde que mudei a minha vida, entrei em quatro grandes competições e ganhei medalhas. Cada título tem um sabor especial, cada prova tem a sua história. Há muitas coisas por detrás das medalhas e quando as conquistamos parece que conquistamos algo novo. . Amo aquilo que faço desde os 7 anos, quando descobri o atletismo. Foi paixão à primeira vista. É ali que me sinto bem e o segredo de me reinventar é a capacidade de me adaptar às coisas novas. Sou um artista e tenho de ter a capacidade de me reinventar. Não faço nada para calar a crítica. Faço por mim e pelos portugueses", desabafou o atleta do Sporting, sem abordar o polémico assunto da naturalização do cubano Pichardo, que já mereceu resposta do presidente da Federação via DN.

"Tenho 34 anos e depois de tantos contratempos e muitas lesões, acho que tudo depende da nossa cabeça e da ambição que temos para atingir os objetivos. Senti neste Europeu que tinha tudo para conquistar uma medalha. Os meus familiares e amigos sempre me passaram a mensagem que o importante era entrar na pista para me divertir, e só nos últimos anos é que aprendi o valor dessa mensagem. Por isso entrei, interagi com o público e aí se deu o clique", disse Nélson Évora garantindo que a idade não pesa: "Estou aí para as curvas."

O atleta do triplo salto já tinha conquistado o ouro Olímpico (Pequim 2008) e o ouro Mundial (2007) mas faltava-lhe o ouro europeu. Algo que conquistou no domingo aos 34 anos:"Estou muito feliz, por finalmente ter conquistado este título. Depois de tantos contratempos e muitas lesões, acho que tudo depende da nossa cabeça e da ambição que temos para atingir os objetivos. A realidade é que foi difícil, mas o objetivo foi conseguido."

O atleta do Sporting aponta agora aos Jogos Olímpicos 2020. "A cabeça sempre esteve em Tóquio, o meu objetivo é chegar o mais forte possível e trazer uma medalha, nunca fui para uma grande competição sem pensar em medalhas, mas ainda falta muito, faltam muitos treinos e também sem dúvida coisas menos boas, mas faz parte, há que saber gerir bem e chegar o mais saudável possível aos Jogos Olímpicos", disse o campeão europeu.

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