Mundial2018: Presidente uruguaio convida Griezmann a visitar o país

O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, convidou na terça-feira o futebolista francês a visitá-lo para lhe agradecer por ter utilizado a bandeira do país na conferência de imprensa após os gauleses conquistarem o Mundial 2018.

Em carta enviada ao presidente francês, Emmanuel Macron, publicada na página oficial na internet da presidência uruguaia, Vázquez convidou o avançado e deu os parabéns ao seu homólogo, ao povo gaulês, aos jogadores e à equipa técnica dos campeões do Mundo, que nos quartos de final eliminaram precisamente a seleção celeste (2-0).

"Jamais conseguirei agradecer o gesto que fizeste pelo Uruguai, quando levantaste a bandeira do nosso país na conferência de imprensa em Moscovo", no domingo, após a final do Mundial 2018, em que os bleus baterem a Croácia (4-2), disse o presidente uruguaio ao francês, jogador dos espanhóis do Atlético Madrid.

Na conferência de imprensa após a partida, Antoine Griezmann colocou a bandeira da celeste nos ombros a pedido de um jornalista uruguaio, mantendo-a nos festejos dos franceses.

O atleta, de 27 anos, que marcou frente ao Uruguai nos quartos e não comemorou, confessou após a partida diante da celeste que foi ajudado por um uruguaio no início da sua carreira futebolística, tendo uma relação de respeito com o país sul-americano.

A França acabou na primeira posição do Grupo C, tendo batido depois a Argentina (4-3), nos oitavos de final, o Uruguai (2-0), nos quartos, a Bélgica (1-0), na meias-finais, e a Croácia (4-2), na final.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.