UEFA pune Marselha com dois jogos à porta fechada

O clube francês vai ser obrigado a receber o Eintacht Frankfurt com as bancadas vazias na próxima semana

O Comité de Recurso da UEFA decidiu de penalizar o Marselha com dois jogos à porta fechada, por causa dos incidentes reiteradamente registados nos jogos da Liga Europa da época passada.

Em causa está a final da competição, disputada em Lyon a 16 de maio, entre o clube francês e o Atlético de Madrid, em que os espanhóis venceram por 3-0, mas também as meias-finais diante do Salzburgo e um dos jogos dos quartos-de-final, com o RB Leipzig.

A UEFA aponta como justificação para este castigo os distúrbios causados pelos adeptos, a utilização de pirotecnia e o arremesso de objetos, que causaram atraso no pontapé de saída.

Para o Marselha, equipa onde joga o português Rolando, isto significa receber o Eintracht Frankfurt de bancadas vazias, no arranque da fase de grupos da Liga Europa. na próxima semana.

Além desses dois jogos, o Marselha fica ainda com outras duas partidas de pena suspensa durante dois anos. Deve ainda pagar 100 mil euros de multa e terá de contactar o Lyon, dono do estádio em que a final se disputou, para indemnizar pelos danos causados.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?