Jogador de Mourinho regressa aos convocados da seleção inglesa

O lateral esquerdo Luke Shaw, em destaque no Manchester United, regressou esta quinta-feira aos convocados do selecionador inglês Gareth Southgate, para os jogos com Espanha, da Liga das Nações, e o particular com a Suíça.

O regresso do lateral esquerdo Luke Shaw após uma ausência de 18 meses, constitui a principal novidade dos eleitos de Southgate, que operou mais quatro alterações em relação aos convocados para o Mundial 2018.

Além de Luke Shaw, o selecionador convocou ainda quatro jogadores que não estiveram na Rússia, nomeadamente Joe Gomez e Adam Lallana (Liverpool), James Tarkowski (Burney) e Alex McCarthy (Southampton).

"Viemos de um verão bem-sucedido e temos uma boa base para prosseguir o trabalho. Acho importante dar continuidade à equipa e os jogadores que estiveram no Mundial têm o direito de estar aqui novamente", referiu Southgate.

O jogador de José Mourinho nos red devils despertou a atenção do selecionador Gareth Southgate no onze do Manchester United, no arranque da Premier League, e foi recompensado com um lugar entre 18 dos 23 jogadores que levaram a Inglaterra às meias-finais, na Rússia.

A Inglaterra recebe a Espanha a 8 de setembro, para a Liga das Nações, e defronta a Suíça, três dias depois, num encontro particular.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

Premium

Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.