Luís Filipe Vieira: "Vamos aumentar a cláusula de rescisão de João Félix"

O Benfica faz manchete do jornal italiano Tuttosport. Luís Filipe Vieira fala de João Félix como "um dos melhores produtos do futebol português depois de Ronaldo"

O Benfica faz este sábado a manchete do jornal italiano Tuttosport, no qual o tema central é João Félix, com o presidente Luís Filipe Vieira a fazer um anúncio a todos os clubes que estejam interessados em contratar o jovem avançado dos encarnados: "Nós, nesta altura, não estamos interessados em cedê-lo e em breve vamos aumentar a cláusula de rescisão de João Félix."

Neste momento, a cláusula do número 79 da Luz está fixada em 120 milhões de euros, pelo que, a avaliar por esta declaração do líder encarnado, em breve irá estabelecer-se um novo recorde neste âmbito, sendo previsível ainda que João Félix veja o seu salário melhorado.

Os elogios ao jogador de 19 anos são uma constante na entrevista do líder dos encarnados que o classifica mesmo como "um dos melhores talentos produzidos pelo futebol português depois de Ronaldo" e vai mais longe: "É dotado de uma técnica incrível, é rápido e muito inteligente. Além disso, é uma excelente pessoa, demonstra ter valores importantes que me deixam muito orgulhoso."

Outro nome que despertou a curiosidade dos jornalistas do Tuttosport, jornal sediado em Turim, foi Rúben Dias, que Vieira assumiu que "aos 21 anos, e nas suas funções, é um dos melhores do mundo". O presidente formulou ainda um desejo: "Vai ter uma carreira brilhante, gostava que fosse o nosso capitão nos próximos anos."

Questionado sobre que jogador da Série A italiana que gostaria de ver no Benfica, Luís Filipe Vieira não fez por menos: "Sonho com dois jogadores: Cristiano Ronaldo e João Cancelo."

Ronaldo mereceu, aliás, grandes elogios do presidente benfiquista. "Ronaldo é uma referência, o melhor jogador do mundo", atirou.

Soares Oliveira quer "proteger" jogadores da formação

Domingos Soares Oliveira, CEO da SAD do Benfica, também foi ouvido pela reportagem do jornal italiano, explicando que a futura subida da cláusula de rescisão de João Félix é uma forma de "proteger" os investimentos do clube. "No passado perdemos alguns talentos por valores muito baixos", assegurou.

O administrador dos encarnados falou ainda sobre a ascensão do Benfica da formação de jogadores. "O momento de ouro da formação do Sporting coincidiu com um dos períodos mais complicados do Benfica. Mas nos últimos anos, a situação mudou por completo e a estabilidade e crescimento económico do clube ajuda a desenvolver este projeto. Atualmente todos falam de João Félix, Rúben Dias, Florentino, mas nos últimos anos também lançámos jogadores como o João Cancelo, Renato Sanches, Nélson Semedo, Bernardo Silva...", atirou Soares Oliveira, revelando que "o Benfica investe cinco milhões de euros por ano na formação".

Vieira lembra o "Grande Torino"

Luís Filipe Vieira aproveitou a reportagem deste jornal de Turim para fazer uma homenagem à equipa do Torino, que dominava o futebol italiano na década de 1940, e que desapareceu no desastre de aviação de Superga, em 1949, quando regressava de um jogo com o Benfica, de homenagem ao jogador Francisco Ferreira, no Estádio Nacional.

"Passaram 70 anos. Naquele dia o mundo foi confrontado com uma terrível tragédia. Nunca nos esqueceremos disso e no nosso museu honraremos a memória imortal daquela equipa, para celebrarmos a memória das vítimas e para expressar a eterna amizade que une o Benfica ao Torino. Nunca nos esqueceremos das vítimas de Superga, nunca", disse o presidente encarnado, que entregou uma camisola do Benfica ao Tuttosport para assinalar a tragédia onde desapareceu uma equipa que era conhecida em Itália como "os invencíveis".

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?