Arsenal vence dérbi e treinador do Chelsea arrasa jogadores

Os franceses Lacazette e Koscielny deram ao Arsenal a vitória em casa no dérbi de Londres. Maurizio Sarri diz que o Chelsea tem um grupo de jogadores "difícil de se motivar"

Em jogo da 23.ª jornada da Liga inglesa, Lacazette, aos 14 minutos, e Koscielny, aos 39, desequilibraram um jogo em que o Chelsea teve uma posse de bola acima de 60%, mas em que o Arsenal foi mais objetivo no momento de finalizar.

A derrota, que deixou o Chelsea já a 13 pontos do líder Liverpool, deixou irritadíssimo o técnico italiano dos blues, Maurizio Sarri, que no final não poupou os seus jogadores.

""Hoje eu prefiro falar italiano. Eu quero enviar uma mensagem aos meus jogadores e não quero falar errado em inglês", começou por avisar o técnico, no final da partida.

"Eu estou muito irritando. Esta derrota foi por causa da nossa mentalidade. Eles foram muito mais determinados do que nós e eu não posso aceitar isso. Tivemos um problema semelhante contra o Tottenham. Falei com os jogadores e pensei que estava resolvido. Aparentemente, este grupo de jogadores é difícil de se motivar", criticou Sarri, acrescentando que "quando se vê um jogo destes, em que uma equipa é muito mais determinada do que outra, não se pode falar de táticas".

A Liga inglesa é liderada por Liverpool, com 60 pontos, seguido de Manchester City, com 53 e menos um jogo -- que disputará no domingo -, de Tottenham, com 48, e de Chelsea, com 47, que fecha o grupo de quatro equipas com acesso direto à Liga dos Campeões. O Arsenal está no quinto posto, agora a apenas três pontos dos 'blues'.

Também com 44 pontos está o Manchester United, na sexta posição, depois de hoje ter somado a sétima vitória consecutiva desde que Ole Gunnar Solskjaer assumiu o cargo de treinador, face ao despedimento de José Mourinho.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Crespo

E uma moção de censura à oposição?

Nos últimos três anos, o governo gozou de um privilégio raro em democracia: a ausência quase total de oposição. Primeiro foi Pedro Passos Coelho, que demorou a habituar-se à ideia de que já não era primeiro-ministro e decidiu comportar-se como se fosse um líder no exílio. Foram dois anos em que o principal partido da oposição gritou, esperneou e defendeu o indefensável, mesmo quando já tinha ficado sem discurso. E foi nas urnas que o país mostrou ao PSD quão errada estava a sua estratégia. Só aí é que o partido decidiu mudar de líder e de rumo.

Premium

Henrique Burnay

A ameaça dos campeões europeus

No dia 6 de fevereiro, Margrethe Vestager, numa só decisão, fez várias coisas importantes para o futuro da Europa, mas (quase) só os jornais económicos repararam. A comissária europeia para a Concorrência, ao impedir a compra da Alstom pela Siemens, mostrou que, onde a Comissão manda, manda mais do que os Estados membros, mesmo os grandes; e, por isso mesmo, fez a Alemanha e a França dizerem que querem rever as regras do jogo; relançou o debate sobre se a Europa precisa, ou não (e em que condições), de campeões para competir na economia global; e arrasou com as suas possibilidades (se é que existiam) de vir a suceder a Jean-Claude Juncker.