Justiça norte-americana impede divulgação de dados dos bloggers que divulgaram emails do Benfica

Queixas contra Google e Automattic foram arquivadas mas reabertura não está excluída, decidiu tribunal californiano

Depois de ter sido divulgado que o Benfica, na sequência do caso dos emails, pediu à Google os dados pessoais dos 'bloggers' que divulgaram mensagens de correio eletrónico confidenciais do clube da Luz, sabe-se agora que a justiça norte-americana decidiu não dar seguimento ao pedido.

De acordo com o Jornal de Notícias, que refere ter tido acesso a uma decisão de 24 de setembro, a ação civil interposta pelo Benfica no passado mês de abril não vai ter seguimento, apesar de em dois casos a porta ficar aberta para apresentação de nova queixa caso surjam novos elementos. São os casos da Google, que detém a Blogspot, e da Automattic, dona da Wordpress. Em ambas as plataformas estão alojados blogues que divulgaram informações alusivas aos encarnados.

O Benfica pretendia responsabilizar as empresas - Google e Automattic - pela divulgação dessa informação, algo que não terá seguimento. Diz ainda o JN que, no caso da Google, existe um acordo com o Benfica cujos termos são desconhecidos mas que no fim de contas teve o mesmo resultado final comparado com o que aconteceu com a Automattic: queixa arquivada.

Recentemente, um artigo do New York Times referia que o Benfica tinha pedido à Google dados pessoais dos autpres dos blogues e que, inclusivamente, o criador do blogue "O Artista do Dia" teria recebido um email dos advogados da Google a informar que os responsáveis do clube da Luz pediram à gigante tecnológica norte-americana que facultasse os dados do mesmo. O mesmo artigo dizia que o Benfica teria debaixo de mira cerca de 100 pessoas e teria pedido à Google informações para tentar descobrir mais identidades das pessoas que divulgaram emails com informações confidenciais do clube.

Relembra o JN que o Benfica exige identificação dos autores da divulgação, eliminação dos conteúdos e que tudo seja provado em tribunal. A Google defende-se dizendo que o clube "não tem argumentos suficientes para uma queixa viável" e que não teve qualquer lucro com a divulgação nem nenhuma ligação com quem divulgou a informação que saiu dos servidores do Benfica.

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