Juntos, os suíços são mais fortes: a máxima não é só para o futebol

David e os amigos confiaram no espírito de entreajuda da seleção suíça para vencer a Suécia. Nem sempre resulta, mas a lógica aplica-se tanto no futebol como entre estes amigos, de férias em Lisboa, não só para ver a bola, mas também para marcar golos entre as raparigas portuguesas

Jogar para ser o centro das atenções é o mesmo que apanhar uma piela sozinho. Não tem piada nenhuma. David Muller e os amigos dele sabem disso por experiência própria. E, como tal, os adeptos da cidade de Zurique que vieram esta tarde ao Terreiro do Paço, em Lisboa, tinham muita fé no estilo de jogo da equipa suíça. "Eles todos sabem que juntos são mais fortes tanto a defender como a atacar", diz o torcedor da seleção suíça.

Não é que cada jogador não tenha a sua identidade. O Granit Xhaka, no meio campo, Stephan Lichtsteiner, na defesa, ou Breel Embolo a atacar fizeram diferença nos momentos decisivos contra a seleção sueca. Não chegou para ganhar, mas a lógica do jogo também se aplica ao caso deles. Juntos divertem-se muito mais, apesar de David ser o "destravado", Luca o "conciliador", Julian o "mal-humorado" e Fabian o mais "tímido" e aquele que nunca tem coragem de se "meter com as miúdas", denunciam os companheiros.

E está assim composto o plantel suíço para passar "umas grandes férias" em Lisboa. A equipa resulta tão bem - conta David - que eles já andam pela cidade há quase uma semana e não houve um único momento de tédio: "Durante o dia estamos na praia, faça chuva ou sol e, de noite, apanhamos bebedeiras e tentamos mergulhar na cultura portuguesa." Mergulhar, neste caso concreto, é encher o peito de atrevimento e desafiar uma "bela rapariga portuguesa" a juntar-se a eles. "Muitas vezes não temos sorte, mas já houve várias alturas que marcámos golo", conta David, entre risos.

Ler mais

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...