José Maria Ricciardi: "Torres Pereira esconde a verdade aos sócios"

Candidato da lista B considera que o presidente da comissão de gestão não está a ser equidistante e pede aos sócios para não se deixarem enganar

José Maria Ricciardi não gostou que Artur Torres Pereira tivesse dito que a situação financeira do Sporting está controlada e referido que os avisos do candidato da lista B sobre os 123 milhões de tesouraria não correspondem à realidade. Em comunicado, Ricciardi não poupa nas críticas.

Eis o comunicado na íntegra:

A Lista B repudia e condena veementemente as declarações de Artur Torres Pereira a apelidar de Falsas as afirmações de José Maria Ricciardi no que diz respeito a alarmante situação de tesouraria do clube.

Artur Torres Pereira falha no seu compromisso em relação aos sócios em duas partes:

- Ao atacar directamente José Maria Ricciardi, não mostra equidistância nem isenção a que se comprometeu quando tomou posse.

- Esconde aos sócios a muito difícil realidade da tesouraria do Clube.

O Sporting apenas paga e com dificuldade os salários dos seus jogadores e funcionários.

Se nada foi feito, o deficit de tesouraria para esta época poderá ser superior a 100 milhões de euros.

As dividas aos fornecedores vão acumulando e são superiores a várias dezenas de milhões de euros.

Queremos apelar aos sócios que não se deixem enganar e que não escolham candidatos que manifestamente já demonstraram que não têm capacidade para ultrapassar esta situação e que dificilmente tornam o SCP campeão.

Aproveitamos para felicitar o trabalho de Sousa Cintra que conseguiu, em parte, reverter o caos em que se encontrava o SCP.

Apelamos aos sócios que compareçam em massa ao ato eleitoral, confiantes que este, dirigido por Jaime Marta Soares, respeitará as regras e a vontade dos mesmos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.