Jonas continua no Benfica e diz que vai terminar carreira na Luz

Avançado brasileiro falou este sábado à BTV. Diz que palavras do presidente e vontade da família foram decisivas. "Tudo o que eu vivi aqui, quero viver ainda mais", afirmou

"Ficarei no Benfica. Estou muito feliz por tomar esta decisão. Escutei o presidente e fico no Benfica, é a minha casa. Quero continuar a ter muitas alegrias", afirmou Jonas, à BTV. "Fico com muita alegria, estou muito feliz, foi a melhor decisão para mim, para todos os benfiquistas. Conversei muito com as pessoas. São muitas coisas que me fizeram ficar. O presidente conversou muito comigo. O presidente tem relação próxima com os jogadores e comigo não foi diferente", esclareceu o avançado brasileiro.

"Vontade da família pesou muito. Minha mulher, minha filha e meus irmãos já estão muito adaptados a Portugal. Meus irmãos sempre me disseram que o melhor para mim era eu continuar e a minha mulher está grávida", acrescentou.

"Acabar a carreira no Benfica? É isso que vai acontecer. Quero terminar aqui, mas não será este ano. Tudo o que eu vivi aqui, quero viver ainda mais", prosseguiu.

"Equipa está com uma dinâmica muito boa. Jogadores novos já estão integrados neste projeto. Isso já se viu na pré-época e agora nestes jogos oficiais", considerou, não obcecado em superar Oscar Cardozo como o melhor marcador estrangeiro da história do Benfica. "Não penso muito nisso. O principal é fazer muitos golos e ajudar a conquistar títulos", vincou.

"O Benfica é a minha casa. Já passei por muitos clubes e nunca passei o que passei aqui", rematou.

Em foco neste início de época devido à indefinição sobre o seu futuro, Jonas quebrou o silêncio e abordou a sua situação este sábado à tarde, em entrevista à BTV.

O brasileiro de 34 anos não entrou nas opções de Rui Vitória para os jogos com o Fenerbahçe e com o V. Guimarães por estar num impasse negocial com os encarnados quanto à renovação de contrato e ter propostas sedutoras da Arábia Saudita.

Após o jogo com os turcos, Luís Filipe Vieira anunciou a vontade de renovar com Jonas e remeteu para o avançado mais explicações. Que Jonas dará então este sábado.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?