João Benedito: "Não somos mais uma candidatura. Somos a candidatura certa para o Sporting"

Antigo guarda-redes de futsal dos leões apresentou esta quinta-feira a sua candidatura à presidência da direção do Sporting, numa unidade hoteleira em Lisboa.

João Benedito apresentou ao início da tarde desta quinta-feira a sua candidatura à presidência do Sporting, prometendo uma lista conhecedora da realidade do clube e focada na conquista de títulos. "Não somos mais uma candidatura. Somos a candidatura certa para o Sporting Clube de Portugal. Este projeto foi desenvolvido para dar títulos ao Sporting. Quem ler o projeto, vai perceber que esse é o caminho do Sporting. Depois de conhecer a vontade dos sócios, expressa na Assembleia Geral [de 23 de junho], decidi que devia ir a eleições", afirmou o antigo guarda-redes de futsal, quando questionado sobre o elevado número de candidaturas (oito).

"Queremos trazer ao Sporting o que é a nossa cultura. Olhando para esta candidatura, temos pessoas que ganharam dentro do campo e que trabalharam dentro do clube e conhecem-no de uma ponta a outra", acrescentou, saudando "todos os candidatos", que considera que se apresentaram "pelo bem do Sporting". "Espero que esta campanha prime pelos valores do Sporting Clube de Portugal", expressou, pragmático em relação à candidatura de Bruno de Carvalho: "Se for sócio do Sporting na altura e tiver a sua situação resolvida, é candidato. Se não tiver, não o é."

"Os meus treinadores são José Peseiro, Nuno Dias, Hugo Canela..."

Em relação ao treinador da equipa principal de futebol, vincou que vai manter José Peseiro. "Os meus treinadores são José Peseiro, Nuno Dias (futsal), Hugo Canela (andebol)...", afirmou, prosseguindo ao citar o nome de vários dos atuais técnicos de modalidades dos leões.

"Numa das épocas mais conturbadas do Sporting, olhei para a história do clube e encontrei na visão dos nosso fundadores, também eles atletas, a força para avançar. Chegou a hora de uma nova geração de atletas, mais preparada do que nunca, aplicar a sua cultura desportiva e profissional na condução dos destinos do clube, com a mesma ambição, foca e vontade de vencer. Queremos uma gestão à imagem do Sporting, de esforço, dedicação, devoção e glória", afirmou durante a apresentação, alertando para a necessidade de "estabilidade financeira e institucional do clube".

Focado na conquista de títulos, anunciou um dos trunfos da candidatura que vai liderar. "O Sporting Performance é uma estrutura que otimizará o desempenho desportivo dos atletas através de um recurso à tecnologia de ponta e o recurso a profissionais especializados na área técnica, física, psíquica e nutricional. Teremos uma cultura de vitória, onde todos os nossos atletas e treinadores têm apenas de estar focados nas vitórias, pois terão melhores condições para lá chegar", explicou.

Carlos Pereira, Ricardo Andorinha e Pedro Miguel Moura com o oitavo candidato

João Benedito, recorde-se, é o oitavo sócio do Sporting que apresenta uma lista candidata às eleições de 8 de setembro, depois do ex-presidente Bruno de Carvalho, Frederico Varandas, Pedro Madeira Rodrigues, Carlos Vieira, Zeferino Boal, Tavares Pereira e Dias Ferreira.

Na apresentação, anunciou os três candidatos a vice-presidentes que o acompanham, todos com historial no emblema de Alvalade: Carlos Pereira, Ricardo Andorinho e Pedro Miguel Moura. "Temos mais de 1000 jogos ao serviço do Sporting. Sentíamo-nos invencíveis quando todos estavam ao nosso lado. Não se une o clube por chavões ou por decreto. Une-se com vitórias e por valores", vincou, defendendo a ideia de que o clube continue a ser dono da SAD e mostrando a intenção de contratar um CEO: "Queremos um Sporting independente, com controlo maioritário da SAD, sem perder participação e recomprar o que for viável. Queremos um Sporting sem âncoras do passado, sem sportinguistas mais notáveis que outros." "Esta liderança é apoiada por uma equipa de campeões em várias áreas. Passará a existir a figura de CEO transversal a clube e SAD, responsável por otimização de recursos."

Leia o discurso na íntegra

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Pode a clubite tramar um hacker?

O hacker português é provavelmente uma história à portuguesa. Rapaz esperto, licenciado em História e especialista em informática, provavelmente coca-bichinhos, tudo indica, toupeira da internet, fã de futebol, terá descoberto que todos os estes interesses davam uma mistura explosiva, quando combinados. Pôs-se a investigar sites, e-mails de fundos de jogadores, de jogadores, de clubes de jogadores, de agentes de jogadores e de muitas entidades ligadas a esse estranho e grande mundo do futebol.

Premium

Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

Premium

Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.