Cristiano Ronaldo partiu o nariz ao guarda-redes do Chievo

Choque entre os dois jogadores foi prejudicial a Sorrentino que, apesar dos seus 39 anos, estragou, com uma bela exibição, a estreia do madeirense pela Juventus. Veterano deixou mensagem em tom de brincadeira

O guarda-redes do Chievo Stefano Sorrentino sofreu uma fratura no nariz no choque involuntário com Cristiano Ronaldo, no jogo de estreia do português pela Juventus na Liga italiana de futebol, anunciou este domingo o clube de Verona.

"O Chievo comunica que o guarda-redes Stefano Sorrentino, após um choque ocorrido ao minuto 41 da segunda parte do jogo entre Chievo e Juventus, sofreu uma fratura dos ossos nasais, um traumatismo no ombro esquerdo e uma contusão na zona cervical", lê-se no sítio oficial do Chievo na Internet.

O clube dá ainda conta de que Sorrentino, de 39 anos, já teve alta hospitalar, depois de cumprido o necessário período de observação.

O veterano deixou uma mensagem em tom de brincadeira já este domingo. "Obrigado a todos pelas mensagens de apoio e demonstrações de afeto. Somos um grupo fantástico e ontem estivemos bem contra uma grande equipa. Entretanto, posso dizer que CR7 me acertou em cheio!."

O guarda-redes foi protagonista de um duelo com Cristiano Ronaldo durante o jogo da primeira jornada da Liga italiana, que a Juventus venceu por 3-2, e acabou por ser substituído aos 90+2, na sequência do choque com o português.

Na altura, com o resultado empatado 2-2, Ronaldo tentava desviar um cruzamento, mas acabou por chocar com Sorrentino, num lance em que o croata Mandzukic chegou a introduzir a bola na baliza do Chievo, mas foi invalidado por uma falta do português.

O golo da vitória da heptacampeã italiana foi apontado por Bernardeschi, aos 90+3, quando a baliza adversária já era defendida por Seculin.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Premium

João Gobern

Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.

Premium

Henrique Burnay

O momento Trump de Macron

Há uns bons anos atrás, durante uns dias, a quem pesquisasse, no Yahoo ou Google, já não me lembro, por "great French military victories" era sugerido se não quereria antes dizer "great French military defeats". A brincadeira de algum hacker com sentido de ironia histórica foi mais ou menos repetida há dias, só que desta vez pelo presidente dos Estados Unidos, depois de Macron ter dito a frase mais grave que podia dizer sobre a defesa europeia. Ao contrário do hacker de há uns anos, porém, nem o presidente francês nem Donald Trump parecem ter querido fazer humor ou, mais grave, percebido a História e o presente.