Golo português na vitória do Lille e derrota de Jardim em França

Xeka inaugurou marcador na vitória por 3-0 do Lille sobre o Guingamp. Mónaco derrotado por 1-2 na visita a Bordéus

Sortes diferentes para os portugueses da liga francesa que durante a tarde deste domingo foram a jogo. O médio português Xeka inaugurou o marcador na vitória por 3-0 do Lille na receção ao Guingamp, num encontro em que José Fonte foi titular e Edgar Ié suplente não utilizado pela equipa da casa, enquanto Rebocho atuou os 90 minutos nos visitantes.

Já o Mónaco de Leonardo Jardim, com Rony Lopes no onze, saiu derrotado por 1-2 na visita a Bordéus, também em partida da 3.ª jornada do campeonato.

Na liderança seguem o campeão Paris Saint-Germain e o surpreendente Dijon, ambos com nove pontos. O Lille é 3.º, com sete; e o Mónaco 9.º, com quatro.

A terceira ronda da liga francesa encerra este domingo à noite (20.00) com a receção do Marselha ao Rennes.

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Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

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Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

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