Ex-árbitro alemão propõe que mão na bola dentro da área não seja penálti

Thorsten Kinhöfer propõe que, salvo situações em que se evite claramente um golo, as mãos na bola dentro da área sejam sancionadas com um livre direto

E se a mão na bola de Cédric Soares no Portugal - Irão, que fez correr tanta tinta, tivesse sido sancionada com um livre direto em vez de uma grande penalidade? Essa é a sugestão do ex-árbitro internacional alemão Thorsten Kinhöfer, que considera a atual definição de mão na bola uma área cinzentas nas leis de jogo e acredita ter encontrado a solução para sancionar esse tipo de lances, tantas e tantas vezes polémicos e esmiuçados ao pormenor.

Para o germânico, sancionar uma mão na bola dentro da área através de um livre direto no ponto frontal da área mais perto da infração seria a opção mais justa, à exceção das mãos manifestamente deliberadas para evitar um golo sobre a linha de baliza, que continuariam a ser castigadas com grandes penalidades.

"Se o castigo não for tão pesado, será retirada pressão ao árbitro", argumentou Kinhöfer ao Bild, inspirado na regra de lançamentos livres do andebol.

O antigo árbitro alemão, 50 anos, apitou 213 jogos da Bundesliga entre 2001 e 2015, tendo sido árbitro FIFA entre 2006 e 2013, período no qual dirigiu 28 jogos internacionais de clubes e seleções.

O que diz a lei 12 sobre tocar a bola com a mão:

Tocar a bola com as mãos implica um ato deliberado em que o jogador toma contacto com a bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deve ter em consideração os seguintes critérios:

- O movimento da mão na direção da bola (e não a bola na direção da mão)

- A distância entre o adversário e a bola (bola inesperada)

- A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração

- O facto de o contacto com a bola ser feito com um objeto que se tem na mão (peça de vestuário, caneleira, etc.), não deixa de constituir infração

- O contacto com a bola ser feito através de um objeto lançado (bota, caneleira, etc.) também constitui infração.

Fora da sua própria área de penálti, o guarda-redes está sujeito às mesmas restrições que os restantes jogadores, no que diz respeito ao contacto da bola com as mãos. No interior da sua própria área de penálti, não pode ser sancionado com um pontapé-livre direto ou outra sanção relacionada por jogar a bola com as mãos, podendo, no entanto, ser sancionado com um pontapé-livre indireto por infrações relativas ao contacto da bola com as mãos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.