Duas finais a fechar participação "muito positiva" da natação portuguesa

João Vital, oitavo na final dos 400 metros estilos, e Diana Durães, sétima na final de 400 metros livres, encerraram a presença portuguesa nos Europeus de Glasgow

João Vital, que tinha nadado a eliminatória dos 400 estilos em 4.15,87 minutos, novo recorde pessoal, completou a final em 4.19,79, quase 10 segundos atrás do húngaro David Verraszto, que ganhou a medalha de ouro, com um de 4.10,65 minutos.

Embora o desempenho fosse aquém do esperado, ser finalista já foi uma surpresa para Vital, porque tinha chegado a Glasgow com o 21.º tempo entre os inscritos e porque ficou a três centésimas do recorde nacional de Alexis Santos (4.15,84).

"O objetivo era fazer 4.16, 4.17 [minutos]. Fiz 4.15, superei o objetivo, por isso, missão cumprida", afirmou à agência Lusa.

Diana Durães, insatisfeita com o tempo que fez na final de 400 metros livres, 4.12,41 minutos, nove segundos atrás da vencedora, a italiana Simona Quadarella (4.03,35), ficou com a sensação de que poderia ter feito melhor.

"Foi uma boa prova pelo facto de estar presente na final, isso era o principal objetivo. O meu recorde pessoal é 4.09 [minutos]. Esta acabou por não correr bem em termos de tempo", admitiu.

Na sua opinião, atravessa um mau momento de forma, depois de uma boa época, e poderá não ter resultado o estágio de altitude que fez na semana passada, o terceiro este ano, para melhorar a capacidade aeróbia.

"Se calhar não me adaptei como era suposto, mas são coisas que temos de experimentar. O principal objetivo é [chegar aos Jogos Olímpicos de] Tóquio e é aí que nós temos de acertar em cheio", disse.

Salto qualititativo

Fazendo um balanço dos sete dias de competição, o diretor técnico nacional, José Machado, considera o desempenho da equipa portuguesa "muito positivo".

"Nós tínhamos estabelecido no início da época como objetivo para estes campeonatos da Europa, que é a competição principal da época, a presença em duas finais e oito lugares de semifinalista", afirmou.

A análise foi revista em alta após os Europeu de piscina curta para um objetivo de seis finais e 10 semifinais.

"Tivemos cinco finais e 12 lugares de semifinalista. Quase o triplo do que tínhamos previsto numa abordagem inicial", reivindicou.

Outros aspetos positivos que sublinhou foram o facto de as finais terem sido protagonizadas por cinco nadadores diferentes e de nove em 12 conseguirem lugares nos 16 primeiros, o que reflete "um salto qualitativo muito grande".

Competiram em finais Alexis Santos (200 metros estilos), Ana Catarina Monteiro (200 metros mariposa), Victoria Kaminskaya (200 metros bruços), Tamila Holub (1.500 metros livres), João Vital (400 metros estilos) e Diana Durães (400 metros livres).

Foram ainda batidos três recordes nacionais, por Miguel Nascimento, nos 400 metros livres (3.51,89 minutos), e por Victoria Kaminskaya, que fez 2.27,34 nos 200 metros bruços numa eliminatória, para depois ultrapassar a própria marca na semifinal (2.27,19 minutos).

Pelo menos três nadadores fizeram ainda as suas melhores marcas pessoais: Miguel Nascimento nos 200 metros livres (1.49,90 minutos), Gabriel Lopes nos 200 metros costas (2.00,35 minutos) e João Vital nos 400 estilos (4.15,87 minutos).

"No curto prazo, vamos passar para uma segunda fase. Agora conseguimos conquistar o acesso às finais, numa segunda fase vamos estar em condições de competir a um nível mais elevado nas finais. As expectativas para próxima época são elevadas", prometeu.

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