Governo congratula Inês Henriques

O Governo congratulou esta terça-feira Inês Henriques pela conquista do título europeu nos 50 quilómetros de marcha, em Berlim, saudando ainda o seu treinador Jorge Miguel e a Federação Portuguesa de Atletismo (FPA).

"O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, felicitam a atleta Inês Henriques pela sua fantástica vitória nos Europeus de atletismo de Berlim, conquistando a medalha de ouro nos 50 quilómetros de marcha femininos. Esta felicitação é, naturalmente, extensível ao seu treinador e a toda a equipa da FPA", lê-se na mensagem enviada à agência Lusa.

A marchadora do CN Rio Maior, campeã do mundo em título, tornou-se na primeira campeã europeia na distância, que se estreou em Europeus, ao concluir em 4:09.21 horas, deixando a ucraniana Alina Tsviliy, segunda classificada, a 3.23 minutos, e a espanhola Julia Takács, terceira, a 6.01.

"A atleta de Rio Maior, que tem habituado o país a outros grandes feitos na marcha, como foi a conquista do Mundial no ano passado, deixa assim mais uma marca indelével na história desta modalidade, alicerçando-se ainda mais como uma das principais figuras desta disciplina. A vitória da marchadora nacional, na primeira prova feminina da distância longa da marcha em Europeus, orgulha enormemente todos os portugueses, e os amantes de atletismo em particular", lê-se ainda na nota dos responsáveis pela tutela do Desporto.

Inês Henriques já deteve o recorde do mundo (4:05.56) desde 13 de agosto de 2017, quando conquistou o título mundial, em Londres, mas Liang Rui retirou 1.20 minutos à sua marca (4:04.36), em 05 de maio último, no Mundial de marcha por Nações, em Taicang, na China.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.