Ana Cabecinha oitava nos 20 kms marcha, Edna Barros desistiu

A atleta portuguesa Ana Cabecinha foi oitava classificada nos 20 quilómetros marcha dos Europeus de atletismo, que decorrem em Berlim, numa prova em que Edna Barros desistiu.

Na disciplina que deu até ao momento a única medalha a Portugal em Berlim, com a medalha de ouro de Inês Henriques nos 50 quilómetros marcha, Ana Cabecinha andou quase sempre no grupo da frente, chegando a estar em terceiro.

A atleta bejense, que competiu nos Jogos de Pequim2008 (8.ª), em Londres2012 (9.ª) e no Rio2016 (6.ª), terminou em 01:29.49 horas, a 03.13 minutos da vencedora, a espanhola Mária Pérez, com recorde nos campeonatos (01:26.36).

A competição feminina foi atrasada em quase duas horas, por questões de segurança, devido a um forte cheiro a gás, junto à zona dos abastecimentos, que obrigou a uma avaliação por parte dos bombeiros.

A corrida, inicialmente prevista para as 09:05 em Berlim (08:05 em Lisboa), apenas começou cerca das 10:55 (09:55 em Lisboa), até estarem garantidas todas as condições, com a organização a informar que a mesma se efetuaria "juntamente com a masculina".

Nos masculinos, a vitória foi também de um espanhol, Alvaro Martins, que se sagrou campeão europeu com 01:20.42 horas, à frente do seu compatriota Diego García Carrera (01:20.48).

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.