Drenthe trocou o futebol pelo rap mas está de volta aos relvados

Royston Drenthe, que jogou entre 2007 e 2010 no Real Madrid, vai fazer a pré-temporada com o Sparta Roterdão.

Eterna promessa adiada do futebol holandês, Royston Drenthe passou por clubes como Feyenoord, Real Madrid ou Everton antes de se retirar em 2016, para se dedicar exclusivamente à música, vertente em que veste a pele de Roya2Faces.

Agora, aos 31 anos, mais de uma década depois de ter assinado pelos merengues, está disposto a voltar aos relvados. Depois de em maio ter estado num jogo amigável entre um misto de futebolistas com raízes no Suriname e Caribe, voltou este fim de semana ao futebol profissional, jogando pelo Sparta Roterdão, equipa pela qual tem feito a pré-época e que em 2018/19 vai atuar na II Liga holandesa.

"Há que ver de que forma nos poderemos ajudar mutuamente, para que ambas as partes ganhem com isto", afirmou o futebolista, durante a semana passada, acerca do seu novo clube, onde reencontrou o treinador Henk Fraser - com o qual se cruzou na formação do Feyenoord - e o seu primo Giliano Wijnaldum - irmão de Georginio Wijnaldum, jogador do Liverpool.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...