Depois de CR7, é Modric que quer trocar o Real Madrid por Itália

Médio croata de 32 anos desejado pelo Inter de Milão, que prepara um autêntico negócio da China para o contratar. Jogador procura sair de um clube pelo qual já ganhou tudo e de um país em que tem problemas com o fisco

Depois de Cristiano Ronaldo ter deixado o Real Madrid rumo ao campeonato italiano, por via da Juventus, agora é Luka Modric que quer percorrer o mesmo caminho.

De acordo com o El Mundo, o médio croata, que completa 33 anos a 9 de setembro, entende que o seu ciclo no Santiago Bernabéu chegou ao fim após a conquista de quatro Liga dos Campeões e pretende perseguir a carreira numa liga menos exigente do que a espanhola, mas salvaguardando o aspeto económico. A dois anos de terminar contrato com os merengues, tem uma oferta do Inter de Milão que contempla um salário de 10 milhões de euros limpos por época e um contrato válido até 2024.

Os problemas com o fisco espanhol e o caso em que está envolvido no seu país - é acusado de um falso testemunho numa investigação sobre corrupção no futebol croata - fazem com que veja com bons olhos uma mudança para a mais sedutora autoridade tributária de Itália.

Os milaneses, porém, terão de propor um autêntico negócio da China para contornar o fair play financeiro da UEFA, regra pela qual estão apertados. Impedidos de pagar um valor elevado para não ficarem de fora das competições europeias, pretendem desembolsar 15 M pelo empréstimo do jogador e posteriormente mais 20 M para ficar com ele em definitivo. Tudo com a ajuda dos donos chineses do clube, que planeiam injetar fundos através de um patrocínio das empresas deles, algo considerado como doping financeiro, e que poderá promover uma denúncia do Real Madrid.

Quem também parece bastante interessado na concretização do negócio são os agentes do futebolista, entre os quais Pedja Mijatovic, figura que estará a enraivecer os dirigentes merengues, que neste defeso já viram sair o treinador Zinédine Zidane e a grande estrela Cristiano Ronaldo.

Ler mais

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.