Faltou um golo à vitória do Chaves sobre o Varzim

O Desportivo de Chaves terminou um ciclo de cinco derrotas consecutivas, ao vencer este domingo o Varzim por 3-1, mas as duas equipas ficaram eliminadas da Taça da Liga de futebol

O triunfo não foi suficiente para os 'flavienses' conseguirem o apuramento, pois, apesar de empatarem no primeiro lugar do grupo C com o FC Porto, com sete pontos, os 'dragões', que bateram o Belenenses por 2-1 no outro encontro, venceram por terem mais golos marcados na fase de grupos, com um total de sete, contra cinco do Desportivo de Chaves.

No terceiro lugar do grupo ficou o Varzim, com três pontos, e no último lugar o Belenenses, sem qualquer ponto.

Com as duas formações ainda com o pensamento no apuramento para a 'final four', a primeira parte foi dividida, embora a equipa da casa tenha conseguido ascendente sobre o jogo e as principais ocasiões. Logo aos 11 minutos, Bressan atirou, de livre, à barra e os 'flavienses' tentaram ainda por Platiny (19) e Marcão (22), ambos de cabeça.

O encontro animou nos dez minutos finais do primeiro tempo, com dois golos, um para cada conjunto. Primeiro, aos 34 minutos, Djavan conduziu a jogada pela esquerda e serviu Niltinho, que rematou e viu Emanuel não segurar o esférico. Pouco depois, aos 37 minutos, Jonathan invadiu a área dos 'transmontanos' e cruzou, com a defensiva a aliviar mal a bola e Ruster a aproveitar para fazer o empate.

O técnico Tiago Fernandes, que somou a primeira vitória em Trás-os-Montes ao quarto jogo, efetuou duas mexidas ao intervalo, lançando o médio Bruno Gallo e o avançado William, com o segundo a marcar aos 70 minutos, de cabeça, após canto de Niltinho.

A precisar de vencer por maior margem, os 'transmontanos' voltaram a marcar aos 75 minutos, após grande penalidade conquistada por Niltinho a Nélson Agra, que Marcão transformou, mas não conseguiram o golo que seria decisivo, apesar das tentativas de Niltinho (78) e Platiny (81 e 88).

Ficha de jogo

Jogo realizado no Estádio Municipal Eng.º Manuel Branco Teixeira, em Chaves.

Desportivo de Chaves -- Varzim, 3-1.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores:

1-0, Niltinho, 34 minutos.

1-1, Ruster, 37.

2-1, William, 70.

3-1, Marcão, 76 (grande penalidade).

Equipas:

- Desportivo de Chaves: António Filipe, Paulinho, Maras, Marcão, Djavan, Jefferson (Bruno Gallo, 46), Eustáquio, Bressan (William, 46), Niltinho, Avto (Perdigão, 71) e Platiny.

(Suplentes: Ricardo, Hugo Basto, Perdigão, William, Luís Martins, Faissal Zangre e Gallo).

Treinador: Tiago Fernandes.

- Varzim: Emanuel, Payne, Silvério, Nélson Agra, Amian, Pavlovski, João Amorim, Ruan Teles (Baba, 71), Ruster, Jonathan (Baikoro, 85) e Chérif (Stanley, 78).

(Suplentes: Broetto, Sandro, Nelsinho, Stanley, Baikoro, Baba e Mário Sérgio).

Treinador: Fernando Valente.

Árbitro: João Pinheiro (AF Braga).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Paulinho (01), Platiny (11), Emanuel (11), Eustáquio (68), Nélson Agra (90+1) e António Filipe (90+3).

Assistência: 2.780 espetadores.

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1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?