Colômbia quer Carlos Queiroz para selecionador

Treinador português, atual selecionador do Irão, é o favorito da federação colombiana para assumir o comando da seleção principal, escreve esta terça-feira a Marca

Carlos Queiroz é o preferido pela Federação Colombiana para suceder a Néstor Pékerman no comando da seleção principal, escreve esta terça-feira a Marca, que dá conta de uma reunião recente entre os dirigentes cafeteros e o treinador português de 65 anos.

A federação sul-americana pretende que Queiroz assuma o cargo de forma imediata, mas o antigo selecionador nacional está ainda comprometido com o Irão, que vai disputar a Taça Asiática entre 5 de janeiro e 1 de fevereiro. Seja como for, o técnico chegaria sempre a tempo das datas FIFA de março, que servirão de preparação para a Copa América do próximo ano, a disputar-se no Brasil.

As partes combinaram reunir-se em breve na qual se decidirá se as negociações prosseguem. Segundo a Marca, agrada ao português a ideia de dirigir uma seleção do nível da colombiana, mas antes pretende comandar o Irão na Taça Asiática.

Recorde-se que Carlos Queiroz já esteve à frente de três seleções, África do Sul, Portugal e Irão, tendo participado nos três últimos Mundiais. Em 2010 pela equipa das quinas e em 2014 e 2018 pelos asiáticos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.