Chelsea propõe viagem a Auschwitz para adeptos anti-semitas

Ideia terá partido do próprio Roman Abramovich, o milionário dono do clube, que tem origens judaicas

O comportamento racista de alguns adeptos é um fator de preocupação para o Chelsea, que espera agora conseguir combater as manifestações de anti-semitismo em Stamford Bridge com um plano mais pedagógico. Em vez de simplesmente banir os adeptos do estádio, o clube londrino quer propor uma alternativa: uma viagem educativa a Auschwitz, na Polónia, o mais famoso campo de concentração utilizado pelos Nazis durante a II Guerra Mundial.

"Se simplesmente banirmos os adeptos, eles nunca corrigirão os seus comportamentos. Esta nova medida permite-lhes a oportunidade de perceberem o que fizeram de errado e de se tornarem melhores pessoas", defendeu o presidente executivo do Chelsea, Bruce Buck.

Segundo as informações veiculadas pela imprensa inglesa, o próprio dono do clube, o russo Roman Abramovich, terá sido o principal impulsionador desta ideia, ele que tem origens judaicas e em maio deste ano obteve mesmo a nacionalidade israelita.O objetivo é que os adeptos em questão possam visitar o campo de concentração onde milhares de judeus foram mortos durante a guerra e testemunhar os horrores cometidos em Auschwitz.

Avançado Morata pediu para adeptos não utilizarem a expressão yids [depreciativa para os judeus] num cântico que lhe dedicaram

Em setembro de 2017, o Chelsea criticou publicamente uma fação dos seus adeptos que entoou a palavra "yids" - considerada uma forma depreciativa de identificar os judeus - em cânticos anti-semitas contra os adeptos do Tottenham, o principal rival do clube em Londres.

Inclusive, o avançado espanhol Álvaro Morata viu-se obrigado a pedir para pararem de utilizar essa expressão num cântico que os adeptos dedicavam ao jogador: "Álvaro Morata, he has come from Real Madrid, he hates the fucking yids".

"É difícil atuar quando um grupo de 50 ou 100 pessoas está a cantar essas coisas. É virtualmente impossível arrastá-los a todos para fora do campo. Mas se identificarmos algum deles podemos atuar. Dantes, pegávamos nos adeptos e eles eram banidos até três anos. Agora, dizemos-lhes: Vocês fez uma coisa errada. E damos-lhes a oportunidade de escolher: quer ser banido ou quer aderir a um dos nossos programas de diversidade e perceber o que fez de errado?", explicou o dirigente do Chelsea.

A medida implementada pelo clube londrino já mereceu o aplauso da associação de adeptos do Chelsea e da federação nacional de adeptos ingleses.

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