Mundial de Canoagem: Nuno Barros quinto e Rui Lacerda nono em C1

Os canoístas Nuno Barros e Rui Lacerda falharam este sábado as medalhas no mundial de maratona, na Vila de Prado, Braga, ficando em quinto e nono, respetivamente, na competição realizada no Rio Cávado.

Campeão do Mundo em 2010 e bronze em 2014, 2015 e 2016, o 'veterano' Nuno Barros começou mal, perdendo metros decisivos, mas depois fez uma prova em progressão, ainda assim insuficiente para apanhar o quarteto da frente.

Terminaria os 26,2 quilómetros em 2:11.17,98 horas, a 3.46 minutos do ouro do espanhol Manuel Campos, igualmente campeão da Europa.

Rui Lacerda, que se apresentou como vice-campeão da Europa, e que soma medalhas em europeus e mundiais juniores e sub-23, teve um desempenho dececionante para as suas ambições de pódio, fazendo uma prova em sentido inverso e baixando até ao nono lugar, a 7.45 minutos do primeiro.

Manuel Campos bateu o compatriota Manuel Garrido, que abdicou do sprint final, por 8,74 segundos, enquanto o húngaro Ádám Dóczé foi terceiro, a 34,23, apenas 0,33 segundos mais rápido do que o russo Kirill Shamshurin.

No setor feminino, Ana Afonso e Rita Nascimento foram, respetivamente, 12.ª e 13.ª entre as 14 que terminaram a prova, muito desequilibrada e dominada claramente pela ucraniana Liudmyla Babak, que completou os 15,4 quilómetros em 1:24,18,27 horas, batendo a húngara Zsófia Kisbán por 1.47 minutos e a francesa Marine Sansinena por 4.24.

Ana Afonso ficou a 13.03 minutos e Rita Nascimento a 14.50.

Ainda hoje, a partir das 16:30, o pentacampeão da Europa K1 José Ramalho vai lutar pelo único título que lhe falta na carreira, depois de em mundiais já ter sido bronze em 2009, 2014 e 2016 e prata em 2012.

Portugal tem, para já, uma medalha de ouro, conquistada sexta-feira por Sérgio Maciel em C1 sub-23.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Catarina Carvalho

As miúdas têm notas melhores. E depois, o que acontece?

Nos rankings das escolas há um número que chama especialmente a atenção: as raparigas são melhores do que os rapazes em 13 das 16 disciplinas avaliadas. Ou seja, não há nenhum problema com as raparigas. O que é um alívio - porque a avaliar pelo percurso de vida das mulheres portuguesas, poder-se-ia pensar que sim, elas têm um problema. Apenas 7% atingem lugares de topo, executivos. Apenas 12% estão em conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa - o número cresce para uns míseros 14% em empresas do PSI20. Apenas 7,5% das presidências de câmara são mulheres.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

Quando não podemos usar o argumento das trincheiras

A discussão pública das questões fraturantes (uso a expressão por comodidade; noutra oportunidade explicarei porque me parece equívoca) tende não só a ser apresentada como uma questão de progresso, como se de um lado estivesse o futuro e do outro o passado, mas também como uma questão de civilização, de ética, como se de um lado estivesse a razão e do outro a degenerescência, de tal forma que elas são analisadas quase em pacote, como se fosse inevitável ser a favor ou contra todas de uma vez. Nesse sentido, na discussão pública, elas aparecem como questões de fácil tomada de posição, por mais complexo que seja o assunto: em questões éticas, civilizacionais, quem pode ter dúvidas? Os termos dessa discussão vão ao ponto de se fazer juízos de valor sobre quem está do outro lado, ou sobre as pessoas com quem nos damos: como pode alguém dar-se com pessoas que não defendem aquilo, ou que estão contra isto? Isto vale para os dois lados e eu sou testemunha delas em várias ocasiões.