Campanha da Nike motiva boicote nos Estados Unidos

O jogador de futebol americano Colin Kaepernick deu a cara pela nova campanha da marca de equipamentos mas os consumidores afetos à governação Trump não se esqueceram da sua atitude perante o hino norte-americano

Está a ser violenta a reação dos consumidores à decisão da Nike em utilizar Colin Kaepernick como o rosto da sua nova campanha publicitária.

O jogador de futebol americano recusou-se a permanecer de pé durante o hino norte-americano o que levou muitos consumidores a colocarem nas redes sociais fotografias em que mostravam os seus produtos Nike a serem destruídos. Em simultâneo foram convocadas manifestações, também através das redes sociais.

Até Wall Street se manifestou mostrando alguma preocupação pelo facto de as ações da Nike estarem a cair 3%. Ainda assim diversos especialistas referiram que a longo prazo a Nike pode sair beneficiada deste ataque de consumidores afetos à governação Trump.

Kaepernick foi o primeiro praticante de futebo, americano a desafiar Donald Trum. Primeiro decidiu sentar-se durante o hino que antecede os jogos, depois colocou-se de joelhos. Esse gesto fez escola e levou a centenas de jogadores a imitarem Kaepernick que tinha como intenção protestar contra a violência da polícia para com os afro-americanos.Nem de propósito a Nike descreveu-o como "um dos mais inspiradores atletas da sua geração".

Os protestos tornaram-se massivos o que levou Donald Trump a considerar todos os jogadores que não respeitaram o hino como anti-patriotas.

No momento em que dá a cara pela campanha 'Just do it' Kaepernick decidiu processar judicialmente os proprietários de todas as equipas da NFL acusando-os de conspiração para o impedirem de jogar, pois terminou contrato com os San Francisco em março de 2017 e não voltou a ser alvo de interesse por parte de outras equipas. Mas estará em todos os estádios, quanto mais não seja em versão outdoor.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).