Bruno de Carvalho: "Soube que havia um mandado para esta sexta-feira"

Antigo presidente do Sporting tentou ser ouvido pelo DIAP sobre os ataques a Alcochete mas não conseguiu concretizar o seu objetivo.

Bruno de Carvalho, antigo presidente do Sporting, esteve esta quinta-feira no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) para ser ouvido voluntariamente sobre os ataques a Alcochete mas não conseguiu levar por diante a sua intenção.

O antigo dirigente esclareceu que "só soube do ataque depois de ter acontecido" e revelou que tinha-se deslocado ao DIAP porque tinha "ouvido que havia um mandado para esta sexta-feira". Refira-se que Bruno de Carvalho está a falar de "um mandado para ser inquirido", mas foi ainda mais longe. "É o que se ouve nos corredores, que há um mandado para ser ouvido, é o que se diz, de qualquer forma apresentei-me aqui", reforçou.

"Desejo colaborar em todos os processos com todo o conhecimento que tenho dos assuntos, com todas as dúvidas que tenho dos assuntos. Estou disponível para a justiça. Tenho cinco anos e meio de Sporting, estou de consciência totalmente tranquila em todos os assuntos; auditorias forenses, cashball... a minha consciência não podia estar mais tranquila", afirmou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

O Brasil e as fontes do mal

O populismo de direita está em ascensão, na Europa, na Ásia e nas Américas, podendo agora vencer a presidência do Brasil. Como se explica esta tendência preocupante? A resposta pode estar na procura de padrões comuns, exercício que infelizmente ganha profundidade com o crescente número de países envolvidos. A conclusão é que os pontos comuns não se encontram na aversão à globalização, à imigração ou à corrupção política, mas sim numa nova era de campanhas eleitorais que os políticos democráticos não estão a conseguir acompanhar, ao contrário de interesses políticos e económicos de tendências não democráticas. A solução não é fácil, mas tudo é mais difícil se não forem identificadas as verdadeiras fontes. É isso que devemos procurar fazer.

Premium

João Almeida Moreira

1964, 1989, 2018

A onda desmesurada que varreu o Brasil não foi apenas obra de um militar. Não foi, aliás, apenas obra dos militares. Os setores mais conservadores da Igreja, e os seus fiéis fanáticos, apoiaram. Os empresários mais radicais do mercado, que lutam para que as riquezas do país continuem restritas à oligarquia de sempre, juntaram-se. Parte do universo mediático pactuou, uns por ação, outros por omissão. Os ventos norte-americanos, como de costume, influenciaram. E, por fim, o anticomunismo primário, associado a boas doses de ignorância, embrulhou tudo.

Premium

Rosália Amorim

OE 2019 e "o último orçamento que acabei de apresentar"

"Menos défice, mais poupança, menos dívida", foi assim que Mário Centeno, ministro das Finanças, anunciou o Orçamento do Estado para 2019. Em jeito de slogan, destacou os temas que mais votos poderão dar ao governo nas eleições legislativas, que vão decorrer no próximo ano. Não é todos os anos que uma conferência de imprensa no Ministério das Finanças, por ocasião do orçamento da nação, começa logo pelos temas do emprego ou dos incentivos ao regresso dos emigrantes. São assuntos que mexem com as vidas das famílias e são temas em que o executivo tem cartas para deitar na mesa.