Bicampeã olímpica ficou paraplégica em acidente na pista

Kristina Vogel está atualmente num hospital em Berlim

A alemã Kristina Vogel, bicampeã olímpica em ciclismo de pista, ficou paraplégica na sequência do acidente que sofreu durante um treino em junho, em Cottbus, afirmou a própria, em declarações à revista Der Spiegel.

"É uma merda! Não posso dizer de outra forma. Faça o que fizer, sei que não voltarei a andar. Mas sempre acreditei que quanto mais rápido assumisse a situação, mais rápido aprenderia a viver com ela", afirmou Vogel, de 27 anos, nas suas primeiras declarações depois do acidente.

Apenas a família da ciclista tinha conhecimento das consequências do acidente ocorrido em 26 de junho, quando chocou violentamente com outro ciclista na pista, durante um treino em Cottbus, na Alemanha.

Vogel está atualmente num hospital em Berlim, onde tem marcada uma conferência de imprensa, para a próxima quarta-feira.

Além dos títulos olímpicos, de velocidade por equipas, em Londres2012, e velocidade individual, no Rio2016, Vogel conquistou 11 títulos mundiais por equipas (2012, 2013, 2014 e 2018), individuais (2014, 2015, 2017 e 2018) e em keirin (2014, 2016 e 2017).

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.