Bas Dost continua sem treinar a dois dias do Benfica-Sporting

O avançado holandês é a única baixa do plantel do treinador José Peseiro.

Bas Dost voltou nesta quinta-feira a falhar o treino do Sporting, sendo o único ausente da preparação dos leões para o dérbi de sábado, em casa do Benfica, na terceira jornada da I Liga.

Segundo as informações prestadas por Alvalade, o melhor marcador da equipa na época 2017-18 fez apenas tratamento, a dois dias do embate com as águias.

Bas Dost sofre de um problema muscular na coxa direita, que o obrigou a sair ao intervalo do jogo em casa com o Vitória de Setúbal, da segunda jornada da I Liga, que o Sporting venceu por 2-1, tendo sido substituído pelo colombiano Fredy Montero.

O plantel do Sporting realiza na sexta-feira, véspera do encontro, um treino à porta fechada, pelas 09.30, com o treinador José Peseiro a fazer a antevisão do jogo numa conferência de imprensa marcada para as 18.30.

Exclusivos

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Os deuses das moscas

Com a idade, tendemos a olhar para o passado em jeito de balanço; mas, curiosamente, arrependemo-nos sobretudo do que não fizemos nem vamos já a tempo de fazer. Cá em casa, tentamos, mesmo assim, combater o vazio mostrando um ao outro o que foi a nossa vida antes de estarmos juntos e revisitando os lugares que nos marcaram. Já fomos, por exemplo, a Macieira de Cambra em busca de uma rapariga com quem o Manel dançara um Verão inteiro (e encontrámo-la, mas era tudo menos uma rapariga); e, mais recentemente, por causa de um casamento no Gerês, fizemos um desvio para eu ir ver o hotel das termas onde ele passava férias com os avós quando era adolescente. Ainda hoje o Manel me fala com saudade daqueles julhos pachorrentos, entre passeios ao rio Homem e jogos de cartas numa varanda larga onde as senhoras inventavam napperons e mexericos, enquanto os maridos, de barrigas fartas de tripas e francesinhas no ano inteiro, tratavam dos intestinos com as águas milagrosas de Caldelas. Nas redondezas, havia, ao que parece, uma imensidão de campos; e, por causa das vacas que ali pastavam, os hóspedes não conseguiam dar descanso aos mata-moscas, ameaçados pelas ferradelas das danadas que, não bastando zumbirem irritantemente, ainda tinham o hábito de pousar onde se sabe.