Aztecas na Praça do Comércio sentem-se em casa

Mexicanos eram "poucos, mas bons". Ainda assim não chegou para ganhar aos brasileiros, que tomaram conta do Terreiro do Paço, em Lisboa

Numa Arena Portugal lotada por brasileiros - até o vento sentia dificuldade em atravessar o Terreiro do Paço -, foi possível encontrar alguns, poucos, mexicanos. Mas todos vestidos a rigor e com um discurso muito positivo, caso de uma família - pai, mãe e dois irmãos - que estava de visita a Portugal. Carlos, o filho mais velho, sabia tudo sobre futebol, ele que mora em Alicante, Espanha. "Temos o Herrera no meio-campo, aquele que joga aqui em Portugal, no FC Porto. Ele vai tomar conta dos brasileiros", em larga maioria na Arena.

"Sim, eles são muitos, mas nós somos poucos mas bons. E senti que há muitos portugueses a torcer por nós." Com o passar dos minutos e o avolumar do resultado negativo, os sorrisos foram substituídos por rostos de mármore. A mãe Sílvia personificava a desilusão. "Não vencemos, é pena, porque, para nós, o futebol é uma religião". Mas cada um no seu lugar. Primeiro está Deus. "Prometemos que amanhã iríamos a Fátima, com ou sem vitória do nosso querido México".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.