Libertadores: jogadores no hospital e final adiada duas horas e 15 minutos

Adeptos do River Plate lançaram pedras e garrafas e a polícia respondeu com gás pimenta. A segunda mão da final da Libertadores foi inicialmente adiada uma hora. E agora mais uma hora e 15 minutos (era às 20.00, já vai nas 22.15). Mas poucos acreditam que se realizae este sábado. Dois jogadores do Boca foram ao hospital.

A final da Taça Libertadores deste sábado, prevista para as 20.00, entre o River Plate e o Boca Juniors (no jogo da primeira mão terminou empatado a dois golos), começou mal, com o autocarro do Boca a ser atacado por adeptos do River quando estava perto do Estádio Monumental. A ESPN chegou a adiantar que o jogo ia ser adiado para outra data. Mas as entidades resolveram, primeiro, deixar a partida em suspenso uma hora (21.00 em Lisboa). Agora, adiaram para as 22.15. Mas poucos acreditam que se realize este sábado.

O treinador do River Plate já manifestou solidariedade para com o arquirrival Boca Juniors. "Se eles não quiserem jogar, não jogamos".

De acordo com relatos da imprensa argentina, o autocarro do Boca foi atacado com o todo o tipo de objetos, desde pedras, a garrafas, o que motivou a intervenção da polícia, que respondeu com o arremesso de gás pimenta. Os médicos do Boca Juniors pediram aos comissários da CONMBOL para tomarem conta da ocorrência, existindo notícias de que alguns jogadores, casos de Tévez e Almendra, estão com vómitos devido ao gás pimenta. Outros meios de comunicação adiantam que os jogadores Pablo Pérez e Gonzalo Lamrado foram transportados para o hospital devido a ferimentos. As imagens mostram o autocarro do Boca com vários vidros partidos e jogadores a receberem tratamento no balneário.

Segundo a imprensa argentina, existiu uma forte possibilidade de o jogo ser adiado para nova data. A ESPN, inclusivamente, deu este cenário como praticamente garantido, avançando que poderia até ser realizado à porta fechada numa data ainda por definir. Mas primeiro, a Confederação Sul-Americana de Futebol informou oficialmente de que o jogo estava em suspenso até às 18.00 (21.00 em Portugal), existindo boas possibilidades de se realizar apesar dos protestos dos jogadores do Boca e de toda a confusão. Há minutos, adiou o início mais uma hora e 15 minutos (22.15).

No entanto, a imprensa argentina garante que os jogadores do Boca estão revoltados e não querem jogar este sábado. Os gases utilizados pela polícia para intimidar os adeptos do River que atingiram à pedrada o autocarro do adversário provocaram indisposição nos atletas dos xeneizes. Tévez vomitou, Nández mostrou-se enjoado, mas o pior foram as situações de Almendra e do capitão Pablo Pérez, que tiveram de ir ao hospital tratar-se dos vários golpes. O capitão foi desaconselhado a jogar.

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