Ansiedade pelo primeiro dérbi da época venceu o calor

Milhares de adeptos benfiquistas já se concentravam nas imediações do Estádio da Luz desde o início da tarde. Convivência sã com os poucos sportinguistas misturados

A um quilómetro do Estádio da Luz e a pouco mais de três horas para o início do primeiro da temporada entre Benfica e Sporting, já cheirava a dérbi. Vendedores ambulantes de cachecóis já estavam no terreno, grupos de adeptos benfiquistas já aqueciam em bares e cafés.

Nas imediações do palco de todas as emoções, a cor dominante era o vermelho e branco. A ansiedade venceu o calor e levou os benfiquistas atempadamente para aquela a que chamam a catedral, mesmo sabendo que as portas só abriam às 17.00. Roulotes, stands de venda de merchandising, a zona adjacente à garagem pela qual haveriam de entrar os autocarros e... as sombras, claro, eram os locais privilegiados.

Entre a mancha encarnada, destacavam-se alguns pontos verdes. Sim, em clima de convivência sã, alguns adeptos sportinguistas estavam em minoria, mas vestidos a rigor, numa imagem que vale sempre a pena saudar. O grosso dos adeptos sportinguistas chegou apenas perto das 17.00, ao som de cânticos de apoio e alguns rebentamentos de petardos, mas sem grandes incidentes a registar. Primeiro entraram as tarjas e as bandeiras, rigorosamente desfraldadas e revistas, depois os mais de três mil leões.

Já no interior do estádio, ainda com as bancadas muito despidas, os sportinguistas fizeram-se ouvir na casa do rival, recebendo em troca uma assobiadela por parte dos benfiquistas que já se encontravam comodamente instalados.

Pouco depois das 18.00, nova assobiadela, aquando da entrada no relvado de quatro elementos do staff técnico leonino, encarregados de colocar os cones para o aquecimento dos craques de verde e branco. O ritual repetiu-se quando os guarda-redes do Sporting entraram em cena. Bem diferente foi a receção aos guardiões benfiquistas Odysseas, Svilar e André Ferreira, brindados com fortes aplausos.

Entretanto, as bancadas foram ficando cada vez mais compostas. Mais público, mais cor e mais gargantas. Com alguma naturalidade, os restantes dez titulares escolhidos por Rui Vitória tiveram direito a uma ovação ainda mais sonora - assim como Krovinovic, entrevistado pela BTV junto ao relvado - e os homens de José Peseiro a uma vaia mais audível.

Após regresso dos craques aos balneários, emergiu outra estrela, a águia Vitória, que voou alto e foi aplaudida pelos benfiquistas, tal como Fernando Pimenta, atleta encarnados de canoagem que este sábado se sagrou campeão do mundo de K1 que não esteve na Luz mas foi recordado pelo speaker.

A espera estava prestes a terminar, mas faltava um momento alto antes do apito inicial: a entrada das equipas, recebidas ao som do hino do Benfica por uma coreografia de cartolinas vermelhas e brancas de umas bancadas já preenchidas quase na totalidade.

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